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R$ 40 MILHÕES
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Redação da N Sports em São Paulo; canal transmitiu a Copa do Mundo em consórcio com o SBT
Após entrar na Justiça contra o SBT para pedir R$ 40 milhões pela transmissão da Copa do Mundo e romper a sociedade com Galvão Bueno, a N Sports encontra dificuldades financeiras e ainda não pagou parte dos salários de setembro.
A informação foi publicada pelo colunista Flávio Ricco, do Portal Leo Dias, e confirmada pela reportagem. Relatos de funcionários ao Notícias da TV dão conta que o canal esportivo enviou um e-mail avisando que não iria conseguir arcar com as obrigações na data estabelecida.
O pagamento de alguns colaboradores estava previsto para o quinto dia útil do mês, em 8 de setembro, porém precisou ser adiado. Segundo o comunicado interno, enviado ao Notícias da TV, o depósito dos valores será feito entre os dias 20 e 30, ainda sem uma data certa.
Enquanto alguns não receberam, outros já têm o salário na conta. Mesmo entre os que já foram pagos, o clima nos bastidores é de incerteza: "Pensando no mês que vem o que será", relata uma fonte.
Esta não é a primeira vez que a N Sports atrasa salários neste ano. No primeiro semestre, o canal da NWB já chegou a atrasar os vencimentos, que foram pagos posteriormente. Um funcionário, que preferiu não se identificar, afirma que os depósitos já foram feitos em dias diferentes e que não há previsibilidade. "Uma zona", diz.
À reportagem, a N Sports afirma que não irá mais se manifestar acerca dos impactos do descumprimento do pagamento do SBT. Sobre os salários atrasados, a empresa diz que acompanha o processo para solucionar os problemas da "melhor maneira".
A informação dos atrasos de salários na N Sports foi noticiado primeiramente pelo colunista Flávio Ricco, do Portal Leo Dias, e confirmada pelo Notícias da TV.
A dificuldade financeira da N Sports ocorre em meio à disputa judicial com o SBT por valores relacionados à operação comercial da Copa do Mundo de 2026. As empresas dividiram a exploração comercial da transmissão de 32 partidas, com 74% dos lucros destinados ao SBT e 26% à N Sports.
A empresa afirma que parte dos valores pagos por patrocinadores e anunciantes diretamente ao SBT não foi repassada nos prazos previstos em contrato. A cobrança judicial ultrapassa R$ 40 milhões.
A N Sports afirma que vinha tentando chegar a um acordo com o SBT antes de recorrer à Justiça e diz que permanece aberta à negociação mesmo com o processo em andamento.
A decisão de judicializar a cobrança, porém, provocou uma ruptura dentro da própria N Sports. Galvão Bueno deixou o quadro societário da empresa após discordar da estratégia adotada para cobrar os valores do SBT.
Em carta enviada em 2 de setembro à diretoria do SBT e às filhas de Silvio Santos (1930-2024), o narrador afirmou ter ressalvas sobre decisões estratégicas e financeiras da N Sports, mas apontou como principal divergência a forma escolhida para tratar os resultados comerciais da Copa do Mundo. Para Galvão, o conflito entre parceiros deveria ser resolvido por meio de diálogo e negociação, e não nos tribunais.
O documento foi enviado nove dias antes de a N Sports protocolar a ação contra o SBT. Galvão também afirmou que havia incentivado uma rodada de negociação entre as empresas e que era contrário às notificações extrajudiciais encaminhadas ao SBT, agências e clientes.
O narrador ainda demonstrou preocupação com a associação de sua imagem ao processo. Segundo ele, a N Sports ficou conhecida no mercado como "a TV do Galvão", e o comunicador afirmou não compactuar com a decisão de levar a disputa à Justiça.
Procurado pelo Notícias da TV, o SBT informou que não comentaria a ação por ainda não ter sido oficialmente notificado pela Justiça. A emissora, porém, confirmou o recebimento da carta em que Galvão Bueno comunicou sua saída da sociedade com a N Sports.
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