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ENTREVISTA EXCLUSIVA
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Nina Galiotte em ação como repórter do SBT; jornalista dá sua primeira entrevista ao Notícias da TV
Não deixe a pouca idade da repórter Nina Galiotte te enganar. Aos 24 anos, ela já encara um grande desafio no SBT: a cobertura da Copa do Mundo 2026. Em entrevista exclusiva ao Notícias da TV, a jovem jornalista revela pela primeira vez os bastidores que a levaram à televisão e como faz questão de mostrar o entusiasmo com o seu primeiro Mundial.
Nina seria uma "foquinha", na gíria jornalística. O jargão das redações serve para identificar um profissional que se formou na faculdade há pouco tempo. Graduada na Cásper Líbero em 2023, Nina teve uma ascensão meteórica da rádio para a TV.
Ela começou na TV Gazeta ainda como estagiária e colecionou passagens por outras redações esportivas, como Rádio Bandeirantes, CNN Brasil e ESPN Brasil, até retornar para a rádio, onde se destacou.
Por lá, Nina fez de tudo, como todo profissional do meio. Conciliava reportagem, produção, comentários e apresentação. "Ralava muito", diz.
A atuação chamou a atenção de Tiago Galassi, diretor de Esportes do SBT. "O Galassi me ligou e eu, honestamente, não sabia do cargo dele. Não o conhecia. Ele me ligou numa terça-feira, nunca vou me esquecer disso, ofereceu a vaga de repórter, porque queria uma mulher jovem, e eu pedi um dia para pensar", revela.
No dia seguinte, foi trabalhar normalmente na Rádio Bandeirantes. Ainda às 10h, recebeu uma ligação: era Galassi de novo. "[Falei:] 'Eu não fui trabalhar ainda. Eu preciso falar com o meu chefe, calma'", brinca Nina.
Há um ano no SBT, ela mantém o perfil de faz-tudo. Com maior atuação nas reportagens de rua e de campo, Nina também aparece como comentarista e nas mídias sociais da emissora. Apesar de desenrolada no trabalho, ainda demonstra o deslumbre de se destacar na TV aberta ainda tão jovem.
"Eu me sinto na Disney aqui. Sabe? Cada vez que você entra num brinquedo, você fala: 'Esse é o meu preferido'. Aí você vai no outro e fala: 'Nossa, mas isso é muito bom'. Eu me sinto assim aqui, juro por Deus. É muito legal", diz.
Na Copa do Mundo, ao ser chamada por Galvão Bueno ao vivo, adicionou um capítulo essencial para sua vida e carreira:
Dá um nervoso, dá um frio na barriga. Não só porque é Copa do Mundo, mas na hora que o Galvão Bueno me chamou no ar... Ah! Pensei: 'Meu Deus, o Galvão tá me chamando no ar, gente'!
Apesar da realização ao ser mencionada por Galvão, Nina não tinha garantia nenhuma de que conheceria um de seus ídolos. Quando foi contratada, em agosto de 2025, o projeto Copa do Mundo com a N Sports nem existia.
"Eu não vim pelo Galvão... Não sabia que o Galvão ia estar aqui, né? Na época o Arena ainda estava no ar, que era o programa do Benja[min Back]. Eu estive como repórter já em todos os produtos da casa", afirma.
Quando chegou, ela não teve vida fácil. Responsabilidade de cobrir a Copa do Mundo é uma coisa, mas e falar ao vivo após um Palmeiras x Corinthians na sua primeira semana de trabalho?
"Foi a minha primeira entrada na TV ao vivo. Estava tipo 5° C em Itaquera naquele jogo, e eu tremia por causa do frio. Aí o cinegrafista, que hoje é um grandíssimo amigo, mas na época era a primeira vez que a gente estava saindo junto, olhava para mim: 'Ô, moça, você tá nervosa?'. Aí eu [falava] tipo: 'Eu tô morrendo de frio'. E foi isso, fui zero novata, tive que ir direto para as cabeças", relembra.
Do Brasil, Nina perambulou por São Paulo inteira atrás de boas histórias. Conversou com torcidas dos mais diferentes países e comeu pratos de todo lugar em participações. O que ela mais gostou, porém, foi dentro de um avião.
Pensei: 'Como é cobrir um jogo do Brasil na Copa do Mundo de dentro do avião?'. E ficou superlegal. Agora, todo dia, eu tento pensar numa coisa nova. Fico no banho, pensando: 'Nossa, o que que eu vou fazer amanhã? Tipo, o que é que eu vou fazer?'.
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Como uma experiência nova nesse Mundial, a jornalista destaca suas participações durante o Primeiro Impacto.
"Entrei no estúdio de TV e tive usar teleprompter. Eu nunca usei teleprompter. Direto eu desobedecia o texto e ia analisando os lances da minha cabeça. Gritavam no meu ouvido: 'Lê o TP!'. E eu seguia", brinca.
Experiente em diferentes redações e com todo o tipo de trabalho no jornalismo esportivo, Nina revela que o que a faz feliz agora é a 'Disney na Anhanguera'.
"Aqui meu filho, você saiu ali no corredor, você vai dar de cara com a banheira do Gugu [1959-2019]. É uma coisa, uma loucura! Toda hora me pegam para dar susto nas pegadinhas, eu caio em todas. Fui dançar no ar, entendeu? Eu não faço esse tipo de coisa, mas é Copa do Mundo! Então eu fui dançar no ar, toquei bumbo", lembra.
"O SBT tem isso. É diferente, porque é um clima muito leve assim, sabe? É coisa que você fala que em outras empresas não ia rolar. É zoeira", finaliza.
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