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CENSURA?
REPRODUÇÃO/SBT

Banheira do Gugu movimentou o Domingo Legal nos anos 1990 e elevou a audiência do SBT
Ícone da televisão brasileira nos anos 1990, a Banheira do Gugu voltou repaginada no Programa do Ratinho na segunda-feira (14), chamada agora de Prova da Banheira. Apesar do enorme sucesso no Domingo Legal, o formato enfrentou obstáculos que levaram à sua retirada do ar. A principal motivação por trás do fim da atração foi o endurecimento das regras de classificação indicativa e o cerco do Ministério da Justiça às cenas de conteúdo considerado inadequado para o horário, como nudez feminina e linguagem sexual.
A nova versão manteve o espírito do original, mas foi adaptada para conter a sexualização. A emissora ainda aposta na nostalgia e no público fiel de Ratinho, que está acostumado com o humor escrachado do apresentador. O horário de exibição também é um um aliado: a atração é para maiores de 12 anos, enquanto o Domingo Legal --antiga casa da Banheira--, permanece com classificação livre.
O quadro de segunda (14) mostrou Renata Frisson, a Mulher Melão, e a modelo Rhenata Schmidt em uma competição contra o ex-Fazenda Yuri Bonotto, Sergio Mallandro e Faxinildo. O programa repercutiu bem nas redes sociais e despertou elogios dos telespectadores. Apesar do horário, o teor sexual da Banheira ficou para trás --apenas o entretenimento se sobressaiu.
Criado por Gugu Liberato (1959-2019), o quadro consistia em celebridades e modelos de biquíni ou sunga tentando pegar sabonetes dentro de uma banheira. O sucesso foi imediato. A Banheira registrava picos de audiência para o SBT, que frequentemente vencia a Globo no mesmo horário. No auge da guerra de audiência dominical, chegou a se tornar o carro-chefe do programa e uma das principais atrações da TV aberta.
Mas, com o avanço das discussões sobre o papel da televisão na formação de valores sociais, a exposição dos corpos femininos em um contexto sexualizado gerou críticas negativas. Entidades da sociedade civil e defensores dos direitos das mulheres apontaram que o quadro reforçava estereótipos e tratava as mulheres como objetos de entretenimento.
O Ministério da Justiça passou a aplicar com mais rigor as normas da classificação indicativa, que na época determinava faixas de horário apropriadas para cada tipo de conteúdo. A exposição de corpos e as situações de conotação sexual explícita violavam os critérios de exibição para o horário em que o programa era transmitido, o que gerou advertências e ameaças de reclassificação etária ao SBT.
Na virada dos anos 2000, com o endurecimento da fiscalização, o quadro passou a ser cada vez mais pressionado. Em 2001, após uma série de notificações e denúncias, Gugu Liberato decidiu encerrar a Banheira do Gugu sob a justificativa de renovar os quadros do Domingo Legal. A decisão, no entanto, foi vista como uma medida para evitar punições mais severas ao programa e à emissora.
Em 2015, Gugu chegou a ressuscitar o formato com adaptações visuais e regras mais discretas em seu programa na Record. A nostalgia atraiu atenção, mas o quadro já não tinha o mesmo impacto nem a mesma receptividade dos anos 1990. Em 2023, o SBT promoveu uma homenagem à Banheira do Gugu no Fofocalizando e agora, em 2024, decidiu apostar em uma versão moderna dentro do Programa do Ratinho.
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