ADRIANA ARAÚJO

Âncora da Band alfineta 'candidato Tik Tok' e diz que debate virou fábrica de meme

Reprodução/YouTube

Adriana Araújo aparece com uma roupa preta durante entrevista

Adriana Araújo, âncora do Jornal da Band, pede que os eleitores 'saiam das bolhas' das redes

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 9/6/2026 - 20h10

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Adriana Araújo, âncora do Jornal da Band, fez avaliações sobre o atual contexto político do Brasil a quatro meses do primeiro turno das eleições. Em entrevista ao colunista Flávio Ricco, na Leo Dias TV, a jornalista criticou a atuação dos candidatos durante debates e o uso das redes sociais para forçar virais. 

"Os candidatos estão sendo preparados para pegar, justamente, o que repercute em rede social, fazer acusação, aquele slogan, uma fake news, aquele ataque que pode ferir o adversário. E deixa de discutir educação, saúde e as políticas públicas relevantes", refletiu.

Ela também manifestou repúdio ao que chamou de "candidato TikTok". "Eu tenho muita resistência com 'candidato TikTok', que fica fazendo dancinha, videozinho, entrando em trend. Eu quero candidatos e candidatos que expõem uma ideia e eu vou ter o direito de pensar sobre aquela ideia", explicitou. "O que virou o Congresso? Uma casa de sessões onde cada parlamentar vai lá com o celular na mão para fazer um ataque e botar na rede social."

A profissional fez um alerta às gerações mais jovens e pediu que não escolham seus candidatos através dos virais. "Não podem esperar do processo eleitoral um festival de memes. Os memes são engraçados, todos nós damos risadas, o brasileiro é criativo. Mas a gente não pode votar pelos memes, torcendo para a briga só piorar."

Segundo Adriana, o debate político está cada vez mais imerso em bolhas. "Na minha opinião, as pessoas começaram a votar nos slogans, nos recortes das redes sociais. As pessoas estão dentro do WhatsApp, nas redes sociais, de bolhas, recebendo esses slogans e esses recortes, considerando que os debates se resumem àquilo. Cada um fala com seu grupo, cada um recebe aquele ponto de vista", lamentou. .

Adriana pontuou que o Brasil ainda está polarizado, mas não descartou uma terceira via. Atualmente, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lideram os cenários de pesquisas.

"A gente ainda tem quatro meses para as eleições. A gente brinca que, em ano eleitoral, um mês equivale a um ano no Brasil. Tanta coisa acontece no roteiro. Muitas reviravoltas, muitas coisas ainda podem surgir", defendeu.

A âncora também destacou que é necessário encontrar um equilíbrio para aprofundar as discussões. "Nós não vamos melhorar essa país pela polarização. Não é a extrema-direita ou a radicalização do outro lado que vai dizer: ‘agora o Brasil se transformou’."


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