A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
DUH MARINHO
Reprodução/Instagram

Duh Marinho participa dos dois projetos que a Globo lança em homenagem a Preta Gil no dia 20
Duh Marinho, um dos melhores amigos de Preta Gil (1974-2025), afirma que a cantora não pensava em lançar de maneira póstuma o documentário que será exibido na Tela Quente da próxima segunda-feira (20). Preta - Eu Não Ando Só reúne imagens gravadas pelo celular da própria artista durante o tratamento contra o câncer colorretal, diagnosticado em janeiro de 2023.
"Acho que, na cabeça dela, não seria tão real assim, que seria pós-morte. Acho que ela queria documentar algumas situações. Foi muito rápido. Ela não falava sobre como seria ou quando iria estrear, ela apenas queria documentar", conta Marinho, em entrevista ao Notícias da TV.
No mesmo dia, a série documental Meu Nome é Preta chega ao Globoplay, com mais detalhes sobre a trajetória artística da estrela. "Estou muito feliz com esses dois projetos. Qualquer outro projeto que seja para homenagear a Preta, eu vou sempre estar junto porque é uma história que eu nunca quero deixar de contar", frisa.
Apesar de um retrato íntimo, Marinho adianta que os produtos não trazem grandes novidades sobre a batalha contra o câncer, tudo porque Preta sempre foi muito honesta com o público sobre o que enfrentou em busca da cura. "Não tinha muito segredo, não. A galera vai descobrir os detalhes de perto", comenta.
O documentário também vai abordar a rede de apoio que rondou Preta durante os momentos mais críticos da doença. Além de Marinho, a empresária Malu Barbosa, o apresentador Gominho e a DJ Jude Paulla são alguns dos nomes que mais acompanharam a cantora em seus últimos dois anos.
Marinho admite que ficou surpreso com a repercussão do apoio do grupo à amiga. "De tanto ouvir as pessoas falarem que foi chocante o que a gente fez, a gente começa a olhar por outro ponto de vista, que se doar tanto por um amigo não é uma coisa comum. Mas foi muito normal para a gente, nem pensamos nisso."
O cantor define Preta como "colo" e "conselheira" –um dos motivos pelo qual prefere evitar falar das partes mais difíceis. Ele revela que recusou uma ação de divulgação em um órgão voltado para controle e prevenção de câncer.
"Eu não gosto de ficar falando desse sofrimento. O sofrimento teve e todo mundo acompanhou. Prefiro falar da vontade dela de viver, da forma como ela encarou isso, como nós, amigos, ficamos do lado dela nesse momento", justifica.
Marinho, porém, admite que "viver sem Preta tem sido bem difícil". Recentemente, o cantor esteve em Atins, no Maranhão, destino para qual ela viajou em meio ao tratamento. "Eu estava lá me divertindo, feliz, curtindo, mas o tempo todo eu estava pensando que eu queria tanto ter vivido isso aqui com a minha amiga, queria tanto que ela estivesse aqui vivendo aqui comigo agora", lamenta.
Além da amizade, Preta e Marinho tiveram uma parceria profissional de sucesso. Os dois se conheceram quando ele era artista da Furacão 2000, produtora de funk carioca. Quando pensou em desistir da música, recebeu, de forma inesperada, um convite para virar o MC oficial do Bloco da Preta.
Foi a Preta que me salvou, porque, como as coisas não estavam andando, pensei em desistir e em ser fotógrafo. Na segunda, pedi para sair da Furacão, na quinta, ela me botou no palco do nada e falou: 'agora, você é MC do Bloco da Preta'. Sem nem saber, ela me salvou, a gente nem tinha intimidade na época para ela saber o que estava acontecendo na minha vida.
15 anos depois, Marinho está de volta à Furacão 2000 e já prepara o terceiro álbum da carreira. O mais recente, Ventos Favoráveis, lançado em junho, fala de uma desilusão amorosa que começou, justamente, na casa da Preta.
"Vivi um relacionamento sozinho (risos). Depois de dois anos de flerte, finalmente consegui pegar um boy, foi lá na casa da Preta, inclusive. A gente se encontrou por acaso, em uma dessas resenhas que a gente fazia para a Preta se animar", conclui.
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