A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
PROGRAMA SILVIO SANTOS
REPRODUÇÃO/SBT

A apresentadora Patricia Abravanel à frente do Show do Milhão, do SBT, na noite de domingo (3)
Uma pergunta aparentemente fácil deixou até mesmo os universitários em dúvida no Show do Milhão na noite de domingo (3). Durante o quadro do Programa Silvio Santos, os participantes deveriam responder qual era a profissão do ambientalista Chico Mendes (1944-1988) –cuja luta inspirou até a série Amazônia, de Galvez a Chico Mendes (2007), de Gloria Perez, na Globo.
A questão era considerada fácil, já que estava nos momentos iniciais do jogo e valia apenas R$ 5 mil. “Qual destas era a profissão do ambientalista Chico Mendes, assassinado em 1988?", disse a apresentadora Patricia Abravanel, revelando as alternativas: 1) cinegrafista; 2) caçador; 3) seringueiro; 4) pescador.
Em dúvida, a participante pediu ajuda aos universitários. “Eu chutaria a número um", disse um dos convidados. “Eu iria aqui com a minha colega, eu já devo ter lido alguma coisa sobre isso, acho que ele foi cinegrafista", seguiu outro. “Sinceramente nunca ouvi falar, mas chutaria cinegrafista ou seringueiro", completou uma terceira.
Como ninguém deu certeza, a competidora acabou pedindo outro auxílio. “Tenho quase certeza que é cinegrafista, mas estou com receio de ser alguma coisinha por trás. Então vou pular", solicitou.
A resposta correta era a terceira, já que Mendes começou a trabalhar como seringueiro ainda criança e, ao longo da vida, organizou comunidades extrativistas para resistir ao desmatamento e à grilagem de terras. Sua principal bandeira era conciliar a preservação da floresta com a sobrevivência dos povos tradicionais que dela dependem.
Chico liderou os “empates” –protestos pacíficos em que seringueiros formavam barreiras humanas para impedir o corte de árvores– e ajudou a criar a primeira reserva extrativista do país. Por incomodar interesses de grandes fazendeiros, passou a receber ameaças e foi assassinado em 1988, aos 44 anos, em frente de casa, em Xapuri (AC).
Sua morte chocou o Brasil e o mundo, e seu legado segue vivo na luta ambiental e na defesa dos direitos humanos.
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