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Luana Maluf, Ana Thaís Matos, Renata Mendonça e Mariana Spinelli no Aquecimento Delas
O futebol feminino deve ser a grande arena de disputa na mídia esportiva nos próximos meses. Embora ele já tenha espaço em mídias tradicionais há anos, com programas segmentados como o Mina de Passe, da ESPN, e o Copa Delas, da TV Brasil, o mercado tem se mostrado cada vez mais aberto para iniciativas que debatam a mulher no esporte mais popular do país.
O motivo é bem simples: a Copa do Mundo Feminina será disputada no Brasil pela primeira vez. Em 2027, oito capitais receberão jogos do maior evento esportivo do planeta. O torneio, inclusive, será totalmente transmitido na TV aberta e de graça no YouTube, via Globo e CazéTV.
O clima de Copa gerou uma corrida pela atenção do público do futebol feminino. Embora ainda consideravelmente menor do que o masculino, ele angaria uma base de fãs fiel e engajada.
No Grupo Globo, por exemplo, o Sportv aumentou a faixa horária da grade disponibilizada para o debate de futebol feminino. No fim de agosto, o canal estreou o Aquecimento Delas, um pré-jogo mais extenso e com conversas mais profundas sobre a modalidade. Nomes gabaritados como Ana Thaís Matos e Renata Mendonça puxam o bonde.
Outro movimento que chamou a atenção foi o Joga com Elas, da N Sports, atração semanal às quintas-feiras com Andressa Borzilo e Giselly Corrêa. O canal fechado detém alguns dos principais direitos de transmissão do futebol feminino, com torneios como a Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil no portfólio.
Após transmitir a Copa do Mundo masculina neste ano, o canal que tem Galvão Bueno como um dos sócios entrará na disputa para transmitir o Mundial das mulheres ano que vem. De acordo com apuração do Notícias da TV, a N Sports busca uma oportunidade de sublicenciamento, assim como fez com o Mundial da América do Norte, quando exibiu 32 jogos em consórcio com o SBT.
Canais como a CazéTV e a TNT Sports já transmitem torneios de relevância do futebol feminino, mas ainda não têm um programa específico para debater a modalidade. Outros projetos como o Canal Goat e até a Record News já contam com uma atração nichada.
Além de 2027 trazer o primeiro Mundial Feminino disputado no nosso país, a Seleção Brasileira tem reais chances de conquistar um título inédito. A equipe comandada por Arthur Elias ganhou a medalha de prata nas Olimpíadas de Paris em 2024 e é considerada uma das favoritas à taça no ano que vem.
Segundo a Fifa (Federação Internacional de Futebol), a Copa do Mundo feminina movimentará mais de 2 milhões de torcedores no Brasil. Destes, apenas 10% serão turistas. Ou seja, boa parte do público será de brasileiros.
Na TV, o interesse se refletiu na maior transmissão da história do torneio. Pela primeira vez, a TV aberta terá todas as partidas da Copa das mulheres. Em edições anteriores, apenas os jogos da Seleção Brasileira eram a prioridade das emissoras.
A Globo exibirá 56 partidas ao vivo, patamar similar às competições masculinas. Todos os 64 jogos serão atração no streaming via CazéTV e na TV paga pelo Sportv.
Além do número de partidas, o cofre também aumentou: a Globo busca mais de R$ 900 milhões no mercado publicitário para patrocinar o torneio, patamar inédito no futebol feminino.
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