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A PARTIR DE R$ 5,5 MIL

Guerra das TVs: OLED vence no contraste, mas tem preço alto e gasta mais energia

FOTOS: REPRODUÇÃO/LG

TV OLED exposta em uma loja exibe bolhas coloridas em um fundo escuro

TVs OLED são imbatíveis na reprodução de detalhes em cenas escuras, mas gastam mais energia

EDUARDO BONJOCH

edubonjoch@gmail.com

Publicado em 5/8/2021 - 6h15

Ao comparar a imagem de uma TV OLED com a de qualquer outro modelo de resolução 4K, o consumidor consegue perceber que a primeira continua imbatível na reprodução de pretos profundos em cenas escuras. O contraste superior é uma das principais vantagens dos televisores que adotam a tecnologia de pixels orgânicos. Por outro lado, consomem mais energia e podem custar o dobro das telas de LED tradicionais.

A menor TV OLED do mercado tem 48 polegadas e preço a partir de R$ 5,5 mil, duas vezes mais do que vários modelos básicos de LED com 55 polegadas. No varejo online, a linha vai até 77 polegadas, com custo estratosférico de R$ 30 mil. A LG, que está praticamente sozinha nesta categoria após a saída da Sony do mercado de TVs em março, anunciou também a chegada de um aparelho de 83 polegadas para setembro.

As TVs OLED são diferentes das outras pois não precisam de iluminação interna (backlight) para gerar as imagens na tela. Isso acontece porque cada pixel orgânico consegue emitir a própria luz. É um processo eficiente e pontual, capaz de apresentar brilho preciso ou a escuridão total de uma cena noturna com ótima fidelidade.

Na maioria das TVs de LED, principalmente as mais baratas, a iluminação do painel acaba não sendo uniforme em toda a extensão da tela. Com isso, ficam evidentes os vazamentos de luz nas cenas escuras, que resultam na reprodução de detalhes na cor preta em tons de cinza escuro ou esbranquiçado, comprometendo o contraste.

As TVs OLED também estão entre as preferidas de quem gosta de jogar videogame e tem os novos PlayStation 5 e Xbox Series X. Para atrair o público gamer, a TV OLED de 48 polegadas, por exemplo, traz quatro entradas HDMI 2.1, que seguem a transmissão de dados 4K destes consoles, oferecendo taxa de atualização variável (VRR) e frequência de 120 Hz HDR com modo automático de baixa latência (ALLM) e tempo de resposta inferior a 1 ms. O suporte às tecnologias FreeSync, da AMD, e G-Sync, da Nvidia, também faz diferença na experiência com games, diminuindo travamentos.

Para deixar os nomes complicados de lado, basta entender que este pacote de recursos deixa o jogador se divertir de forma mais fluida, com maior sincronismo quadro a quadro e controle das instabilidades.

Mas como nem tudo são flores, as TVs OLED estão entre as que mais consomem energia. "Gastam praticamente o dobro das TVs de LED tradicionais na comparação entre dois modelos de 55 polegadas", afirma o consultor Alex dos Santos, que atua há 20 anos na área de televisores. "Em testes, já verifiquei picos de até 300 W [watts] em imagens muito brilhantes com as tecnologias HDR ou Dolby Vision."

Segundo ele, isto não é uma exclusividade da OLED, já que as telas de LED mais sofisticadas também apresentam alto consumo. É o caso dos modelos com painel Local Dimming Full Array, de marcas como Samsung, LG e TCL, ou com tecnologia miniLED, lançados pelos coreanos neste ano. "Chegam a consumir até 30% mais energia do que as TVs de LED mais simples."

TV com novo painel OLED; brilho maior 

Quem tem mais brilho?

Neste quesito, as TVs OLED perdem para os televisores de LED mais avançados. "As TVs com painel Local Dimming Full Array ou miniLED podem ter picos de brilho até quatro vezes maiores do que as de tecnologia OLED porque apresentam diversas zonas de iluminação distribuídas por toda a extensão da tela", diz Santos. O brilho é uma característica importante, pois ajuda a manter a qualidade das imagens até mesmo em salas iluminadas.

Lançada em junho, a nova geração de TVs OLED da LG, representada pelo modelo G1 Evo de 65 polegadas, procurou reduzir esta diferença. Segundo o fabricante, o novo painel permitiu elevar o brilho destes televisores em até 20%.

Outro detalhe é que ainda não existem TVs OLED com resolução 8K à venda no Brasil. "Por se tratar de um produto muito sofisticado, o fabricante, por enquanto, focou em outros mercados, como Europa, Coreia e Estados Unidos", comenta Pedro Valery, especialista de TVs da LG.

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