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A SAGA DO TRI
Divulgação/Netflix

O elenco da série Brasil 70: A Saga do Tri, produção da Netflix sobre a Copa do Mundo
Desde que passou a produzir séries no mundo todo, a Netflix adotou uma teoria amplamente divulgada por seus executivos para explicar o sucesso de suas produções: o foco no "glocal" --contar uma história local para alcançar repercussão global. Brasil 70: A Saga do Tri, porém, chegou para quebrar esse pensamento. E da pior maneira possível.
Apesar de relatar uma história com amplo interesse local --a conquista do tricampeonato na Copa do Mundo de 1970-- e de ter sido lançada às vésperas do Mundial de 2026, período em que o mundo consome muito conteúdo sobre futebol, a produção nacional simplesmente não emplacou.
Segundo dados divulgados pela própria Netflix nesta semana, Brasil 70 foi apenas a oitava série de língua não inglesa mais consumida na plataforma na última semana, com 1,3 milhão de visualizações. Para efeito de comparação, a sul-coreana Aprendendo a Lição, líder do ranking, teve 6,4 milhões no período.
Além da audiência bem aquém da esperada, A Saga do Tri também não conseguiu viajar bem internacionalmente. Enquanto a minissérie Emergência Radioativa (2026) --que também tinha uma história tipicamente local, embora encontrasse ecos em outros desastres ocorridos pelo mundo-- entrou no Top 10 de 55 países e territórios diferentes, a série sobre futebol aparece na lista de apenas três: Brasil, Guatemala e Portugal.
Para piorar, na semana anterior, a de seu lançamento mundial, a produção brasileira sequer conseguiu entrar no Top 10 da plataforma, o que torna sua audiência na estreia um mistério para o público. Como a décima colocada conseguiu apenas 1 milhões de visualizações completas, é possível pelo menos dizer que Brasil 70 teve um desempenho pior do que esse.
A série retrata a campanha da Seleção Brasileira rumo ao tricampeonato mundial de futebol, em 1970, no México. Naquele período, o Brasil buscava ter de volta seu prestígio no futebol diante dos rivais europeus após a derrota no Mundial de 1966.
Em meio ao esforço para recuperar o orgulho nacional, a Seleção Brasileira inicia sua preparação com Pelé [1940-2022] (Lucas Agrícola) como seu astro, primeiro sob o comando de João Saldanha [1917-1990] (Rodrigo Santoro) e, depois, com Zagallo [1931-2024] (Bruno Mazzeo).
A Netflix investiu pesado na série: até contratou a Sports on Screen, empresa do Reino Unido especializada em coreografia esportiva, para ajudar com a produção. Todos os testes dos atores foram avaliados pela firma através de biomecânica, uma técnica que que estuda a mecânica dos movimentos corporais e ajuda a medir o grau de semelhança com os atletas de verdade.
A produção também disponibilizou nutricionistas, que prepararam uma dieta personalizada para cada ator, com o objetivo de que eles ficassem com o corpo mais parecido com os dos jogadores da época.
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