MARÍLIA TOLEDO

Roteirista de Sessão de Terapia usou a própria experiência no divã para a série

CAIO GALUTTI/DIVULGAÇÃO

Na imagem, uma mulher posa sorrindo, em ambiente interno, diante de uma grande janela. Ela tem cabelos escuros e lisos, usa blusa preta e brincos discretos. Ao fundo, aparece uma paisagem desfocada, com céu claro, árvores e construções

A roteirista Marília Toledo; ela se divide entre a TV e os palcos, com três musicais em alta

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 8/7/2026 - 14h00

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Marilia Toledo recorreu à própria intimidade para construir os roteiros de Sessão de Terapia e, assim, acompanhar de perto a trajetória de Guilhermina (Lívia Silva) na quarta temporada. Com 26 anos de carreira, a autora conta que buscou inspiração dentro de casa para dar vida aos densos dramas psicológicos dos personagens que passavam pelo divã de Caio Baroni (Selton Mello).

"Sessão de Terapia foi um grande prazer na minha vida. E, como roteirista, foi um super exercício. Sou uma pessoa que sempre fiz terapia, não só individual como [também] de casal. Então, foi muito gostoso poder aplicar aquilo que eu vivia na minha vida íntima, pessoal, levar um pouco desse universo para a tela também, para os textos também", explica ela, em entrevista ao Notícias da TV.

Atualmente, Marilia domina os palcos do eixo Rio-São Paulo com três espetáculos recentes: Ney Matogrosso - Homem com H; Gal, o Musical e O Adorável Trapalhão, sobre Renato Aragão. Para o espetáculo do humorista, inclusive, ela adotou um tom mais maduro:

Não me prendi ao fato de ser um personagem associado à infância. A ideia era contar a história do Renato Aragão. Não é um espetáculo focado no público infantil. Ele é para quem gosta de musical, para quem tem interesse em entender um pouco das personalidades icônicas da nossa cultura.

Já a longeva montagem sobre Ney Matogrosso, que encerrou temporada em São Paulo, impôs o desafio de fugir de representações óbvias. "O que mais desafiou a gente foi não cair em estereótipos do Ney Matogrosso. Ele passa longe dos clichês. [Então, o mais importante] Foi honrar a essência, e nisso fomos muito bem-sucedidos. A gente retrata o que é mais essencial na trajetória do Ney, que é a liberdade", detalha.

Embora o mercado de patrocínios ainda dê preferência a espetáculos baseados em grandes nomes por conta do apelo comercial, a diretora encerra destacando a força das produções nacionais autorais. 

"As biografias têm um espaço muito forte nos musicais brasileiros, mas acho que o musical brasileiro está com muita força e com muita beleza. E sim, existe espaço para musicais originais. Não é tão fácil você conseguir convencer o patrocinador de que a sua história original vai atrair público, mas não é que seja impossível", conclui.


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