A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
CRIADOR EXPLICA
Divulgação/HBO Max

Denise, Stuart, Kripke e Bert em cena da comédia Stuart Não Consegue Salvar o Universo
Apesar de surfar no sucesso atemporal de The Big Bang Theory (2007-2019), a comédia Stuart Não Consegue Salvar o Universo passa longe de apenas copiar a série original. Além de abraçar a ficção científica com tudo e mostrar seus personagens em diferentes universos a cada episódio, a produção da HBO Max muda até a linguagem visual e a estrutura narrativa da "mãe" para construir a própria identidade.
Para Chuck Lorre, que criou as duas comédias em parceria com Bill Prady, trocar o formato de sitcom (a comédia de situação tradicional, gravada diante de uma plateia e com risadas de fundo) por algo mais elaborado e rodado com apenas uma câmera foi um passo fundamental para o projeto sair do papel.
"Quando você faz uma comédia com quatro câmeras [em uma sitcom], está basicamente encenando uma peça de teatro. Não dá para ir muito além de colocar os seus personagens conversando numa sala, você fica limitado. E eu queria fazer muito mais do que apenas isso", resumiu o produtor em evento de Stuart Não Consegue Salvar o Universo realizado durante a San Diego Comic-Con e do qual o Notícias da TV participou.
"A solução mais simples era rodar tudo como se fosse um filme, fazer uma série que até os personagens de The Big Bang Theory gostariam de assistir. E gastar muito dinheiro da Warner... Ou de quem quer que seja o dono da empresa agora (risos)", brincou Lorre, em referência à arrastada aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance --já adiada para 2027.
Na opinião do elenco, a mudança na linguagem visual também foi um choque e tanto. Especialmente para Kevin Sussman, intérprete do personagem principal, que passou anos na loja de HQs montada para a plateia de Big Bang Theory e que agora ganha novas versões a cada episódio.
"Entrar na Comic Center of Pasadena [nome da loja de Stuart] foi como me ver em uma fantasia, porque agora ela tem uma quarta parede (risos). E tem um teto também, o que é ainda mais estranho! Tem muita metalinguagem ali", disse o ator na conversa com a reportagem.
"Mas eu me senti em um sonho, em uma experiência muito maluca, era como entrar numa loja de verdade. E eu trabalhei mesmo numa loja de HQs de verdade, conheço bem essa sensação. Se eu parar para pensar, passei boa parte da minha vida adulta em lojas de quadrinhos, reais ou cenográficas... Só não sei se isso é algo bom ou deprimente (risos)", disparou Sussman.
Outra mudança está na abertura da série, que agora tem uma música de Danny Elfman no lugar do clássico tema da banda canadense Barenaked Ladies. Conseguir trabalhar com o colaborador frequente do cineasta Tim Burton foi a realização de um sonho para a equipe da comédia.
"Parecia o encaixe perfeito conseguir que Danny fizesse o tema de Stuart. Liguei para a empresária dele, já esperando um 'não' como resposta, mas ela só falou que ia perguntar e me ligar de volta. E ele disse 'sim'! Foi muito empolgante. Eu via Danny Elfman nos anos 1970, ainda na [banda] The Mystic Knights of Oingo Boingo, sou muito fã mesmo, e ele arrasou", elogiou Lorre.
"Depois, ele nos convidou a irmos ao seu estúdio, tocou a música que tinha feito e perguntou se tínhamos alguma observação para fazer", lembrou Bill Prady. Nenhum dos produtores se arriscou a dizer qualquer coisa. "Nós não íamos fazer observações para o trabalho de Danny Elfman!", concluiu Lorre.
Stuart Não Consegue Salvar o Universo lança um novo episódio toda semana na HBO Max. Nesta quinta (6), vai ao ar o terceiro capítulo --são dez, no total. Ao longo da primeira temporada, personagens que marcaram The Big Bang Theory fazem participações --a estreia contou com Kunal Nayyar (Raj), e Kaley Cuoco (Penny) apareceu na semana passada.
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