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SEGUNDA TEMPORADA

Plantação de maconha, racismo e drama: O que esperar da volta de Pico da Neblina?

DIVULGAÇÃO/HBO MAX

O ator Luis Navarro em cena de Pico da Neblina, em frente a pé de maconha, que está numa estufa caseira

Biriba (Luis Navarro) investirá em plantação de maconha na nova temporada de Pico da Neblina

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 3/7/2022 - 6h25

Desde que estreou, em 2019, Pico da Neblina ficou conhecida como a série sobre maconha da HBO. A história se passa num Brasil utópico, no qual a cannabis é legalizada para uso recreativo. Agora, a série chega à segunda temporada e promete explorar dramas mais pesados, com a maconha como pano de fundo numa sociedade cheia de outros problemas. A nova leva de episódios estreia neste domingo (3). 

O protagonista de Pico da Neblina é Biriba (Luis Navarro), um rapaz que fazia sucesso com os baseados que vendia e que, com a legalização, abriu sua própria loja. Mas ele também acabou entrando para o mundo do crime e se envolvendo numa teia de segredos e com bandidos perigosos. 

Na segunda temporada, após a loja ir para o buraco, Biriba tenta reconstruir sua vida. Ele se reencontra com o amigo Salim (Henrique Santana) e investe na plantação e na criação de novos produtos com maconha. Mas também tem de lidar com situações de racismo e com a convivência com o cunhado, Claudio Dias (Dexter), o CD, um criminoso da pior linha.

"A segunda temporada vai mais fundo tanto nas questões internas dos personagens, nos dramas, quanto no estado de imaginação de como seria a legalização no Brasil. A gente foi mais fundo no debate do racismo estrutural da sociedade brasileira e como isso permeia todos os personagens. Tem cada vez mais coisas em jogo pra todos eles", diz Quico Meireles, diretor-geral da série. 

"A maconha é plano de fundo nas tramas pessoais de cada personagem. A série tem os prós e os contras [do mercado de cannabis], acho que fica a dúvida sobre o que é legal de verdade. A gente tenta ser o mais real possível, Isso torna a série tão interessante pra quem assiste, é não identificar o que é imoralidade, o que não é. No final, Biriba sofre uma reviravolta nas escolhas que ele acaba tendo", complementa Luis Navarro.

O ator protagonista conta que seu personagem vive dramas tão intensos que ele mesmo sofreu e precisou buscar ajuda para lidar com sua saúde mental durante as gravações. 

"Existe uma coisa que se chama machismo negro. Quando o homem negro sempre se ferrou na vida, mas dentro da casa ele é o rei. Biriba tem um conforto, comida feita pela mãe, quarto só dele. O CD toma esse espaço. É um cara que tá se apossando da vida dele, e isso torna ele [Biriba] muito angustiado. É só porrada pra tudo quanto é lado. Inclusive comecei a fazer terapia, me pegou muito, tive crises de ansiedade no set. Vivi intensamente o personagem e essa angústia que ele vive. Esperem cenas pesadas", promete o ator. 

Segundo Quico Meireles, o clima pesado na série foi intencional, para que as pessoas se envolvessem mais com os dramas dos personagens do que com o debate político em relação à maconha. 

"Quanto mais a gente conseguir expor problemas de maconha e racismo sem isso ser plano de frente, isso entra no telespectador numa camada emocional, mais do que ser um debate político. Se você tentar ensinar algo muito na cara para o telespectador, isso afasta mais do que você enxergar o drama do personagem, como ele tá sofrendo com a situação. A gente consegue empatizar mais com um assunto", explica o diretor. 

Pico da Neblina terá episódios semanais na HBO e na plataforma de streaming HBO Max.


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