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30 ANOS DEPOIS

Pacto, mistério e reviravoltas: O que se sabe sobre o caso Daniella Perez

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Daniella Perez abraçada à mãe, a autora de novelas Glória Perez

Daniella Perez foi assassinada em 1992 por Guilherme de Pádua, seu par romântico em uma novela

IGRAÍNNE MARQUES

igrainne@noticiasdatv.com

Publicado em 6/7/2022 - 6h20

O caso de Daniella Perez chocou o país em dezembro de 1992. A atriz foi assassinada com 18 facadas no coração, pulmão e pescoço pelo próprio par romântico na novela em que atuava na época, De Corpo e Alma, escrita pela mãe, a autora Gloria Perez. O ator Guilherme de Pádua foi condenado a 18 anos de prisão junto com a mulher, Paula Thomaz, que estava grávida.

Pádua começou a assediar Daniella quando os dois ainda gravavam a novela, que era o primeiro trabalho solo de Gloria na Globo. O ator tinha medo de perder espaço na trama e passou a pedir para que a companheira de cena intervisse a seu favor e conversasse com a mãe a seu respeito.

Quando o elenco recebeu os últimos capítulos, antes do fim daquele ano, Pádua notou que não tinha participação em dois deles. Assim, no dia 28, ele deixou a gravação e foi pra casa buscar lençol, travesseiro e a mulher, Paula. 

Os dois aguardaram a saída de Daniella do set de gravações e, com o carro, a fecharam em um posto de gasolina. A filha de Gloria desceu do veículo para entender o que estava acontecendo e questionar Pádua, que a agrediu na sequência, deixando-a desacordada. 

O assassino colocou Daniella no próprio carro, que passou a ser dirigido por Paula, enquanto ele seguia conduzindo o veículo que era de Daniella. Os dois foram até a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, e procuraram por um terreno baldio. Ali mesmo a filha de Gloria morreu com as facadas. Moradores da região estranharam a movimentação e ligaram para a polícia, que chegou quando o casal não estava mais lá. 

A polícia descobriu que o ator estava envolvido no assassinato da atriz por causa da placa do carro, que foi anotada por testemunhas. Guilherme de Pádua e Paula Thomaz foram condenados a 18 anos de prisão, mas ambos deixaram o presídio após cumprirem um terço da pena, em 1999. 

Daniella Perez e a lei brasileira

Após o crime e a condenação, Gloria Perez passou a lutar fortemente por justiça. Ela conseguiu reunir mais de um milhão de assinaturas e mudou a Lei de Crimes Hediondos. Dessa forma, homicídios como o de sua filha, por motivos torpes ou fútil, passaram a ser tratados como inafiançáveis.

Mais de vinte anos após o crime, em 2016, Gloria e Raul Gazolla também venceram um processo contra Guilherme de Pádua e Paula Thomaz por danos morais. A autora e Gazolla pediram indenização pelo crime e receberam, cada um, a quantia de R$ 480 mil.

Além disso, Pádua e Paula também tiveram de arcar com todos os custos do enterro e sepultamento de Daniella. Os dois chegaram a se separar durante o tempo em que estiveram presos, e atualmente Guilherme de Pádua é pastor de uma igreja evangélica de Minas Gerais. Ele se casou mais duas vezes após ser solto.

O serviço de streaming HBO Max anunciou uma série documental dividida em cinco partes sobre o crime. A estreia de Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez está marcada para 21 de julho. Veja o trailer abaixo.


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