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BRASILEIRA

O Natal dos Silva: Criador da série explica a construção de uma 'família de excessos'

DIVULGAÇÃO/CANAL BRASIL

As atrizes Rejane Faria, Carlandréia Ribeiro e Marisa Revert em cena O Natal dos Silva, sentadas à mesa

Rejane Faria, Carlandréia Ribeiro e Marisa Revert em O Natal dos Silva, nova série "tragicômica"

GIOVANNA RIBEIRO

giovanna@noticiasdatv.com

Publicado em 27/11/2025 - 16h00

O Natal dos Silva, série que carrega o sobrenome mais comum entre os brasileiros, estreia nesta quinta-feira (27) no Canal Brasil com o objetivo de fazer os espectadores reconhecerem suas próprias famílias na tela. As séries, os filmes e os especiais de Natal já são tão tradicionais quanto a própria ceia. Mas em um cardápio vasto de produções norte-americanas, histórias essencialmente brasileiras se destacam por mostrar esse feriado sem tanta neve nem lareiras, e mais casa cheia, calor e conflitos de família. 

Rodada em Belo Horizonte, O Natal dos Silva foi criada por Gabriel Martins (de Marte Um) e é a primeira série produzida pela Filmes de Plástico. A trama de cinco episódios acompanha os Silva, uma família negra tipicamente brasileira que vive as primeiras festas depois da perda de sua matriarca. O luto deixa todos à flor da pele e os conflitos, ora hilários, ora tristes, parecem inevitáveis.

Em entrevista ao Notícias da TV, Gabriel Martins explica como a data foi a escolha esteticamente perfeita para contar a história dessa família. "O Natal tem uma certa melancolia, junto com a alegria. O Natal também tem um tom visual muito forte. Então, tem uma visualidade que dita basicamente toda essa temporada. Inclusive essa família sendo uma família de excessos. Então, é uma casa com o Natal bastante cheio. Eu acho que as dinâmicas dos eventos e da estrutura desses eventos vão ditando conflitos e situações que emergem naturalmente", diz.

O criador argumenta que sempre se viu muito próximo do universo da série, apesar de não ter usado a própria família como inspiração direta. "Eu sou parte de uma família grande, como a família dessa série, que tem vários conflitos", entrega.

"Embora a minha família não se expresse da mesma forma que os Silva se expressam na série, ao mesmo tempo, é uma família que sempre teve o Natal como uma data muito importante. É uma data em que todo mundo faz a questão de estar junto. De fazer amigo oculto, ceia. Então acho que essa é uma tradição que é comum a várias famílias brasileiras, nós somos um país que tem o Natal como uma data muito forte", justifica.

Segundo Gabriel Martins, havia também uma vontade antiga de abordar "esse Natal brasileiro", época "que é melancólica, que traz conflitos". E, acima de tudo, um interesse particular por registros de momentos marcantes. "Tinha uma motivação muito específica sobre a ideia de fotos de família", adianta.

"Pensar o que está por trás de fotos que a gente vê de eventos. Um casamento de alguém, um aniversário de alguém, uma foto de um Natal com todo mundo junto, uma foto de uma formatura. O que está por trás dessa foto que registra o evento? Então, a série como um todo é sobre isso: sobre o que está por trás dessas fotos de eventos, as histórias que levaram até fazer aquela foto, o que aquela foto significa", explica.

O elenco é todo de Minas Gerais e une uma gama de profissionais de experiências diversas, vindos do cinema, teatro, música, além de atores não profissionais. A direção dos capítulos é dividida entre Gabriel Martins e os parceiros Maurilio Martins e André Novais Oliveira. Cada um assume um tom e uma linguagem próprios, da câmera na mão ao plano-sequência.

Thiago Macêdo Correia, que completa o quarteto da Filmes de Plástico, assina a produção da série, realizada em parceria com o Canal Brasil. Os planos são ambiciosos: criar outras temporadas para a família Silva, focando sempre em datas comemorativas.

"Eu acho que cada data traz, antes de tudo, dinâmicas específicas. Eu acho que no Natal a gente tem ali momentos a se passar, a troca de presentes, a ceia, muitas vezes o amigo oculto. Eu acho que isso já dita a estrutura de uma forma divertida e também interessante, mas além disso, eu acho que tem uma questão do tom, que é um tom emocional. Que são pessoas comuns ali no cotidiano, pessoas brasileiras", defende Gabriel Martins.

Ele descreve o tom emocional da série como um reflexo do próprio país. Para o criador, "o Brasil é um país muito tragicômico, em vários sentidos", e traduzir isso para a tela significa construir "um certo tipo de desenho de uma montanha-russa de emoções". "Porque é uma família que tem pessoas que são mais vocais e exaltadas, e outras que são muito introspectivas. Então, essa dramaticidade, essa diversidade dos sons, ela está presente já na natureza dessa família", conclui.

A série será exibida todas as quintas, às 21h30, no Canal Brasil, com um episódio por semana. As reprises vão ao ar às sextas, 22h30; aos sábados, 23h; aos domingos, 19h; e às quartas, 20h30.

O canal também prepara maratonas especiais: em 25/12, a partir das 19h (com os quatro primeiros episódios e a estreia do quinto); em 27/12, às 20h30; em 28/12, às 16h30; e em 2/1/2026, às 23h. A produção também terá exibição semanal no Globoplay.


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