ESCATOLOGIA
Reprodução/HBO Max

Duncan (Peter Claffey) apareceu em uma crise de diarreia no primeiro episódio da nova série
Qualquer expectativa de que O Cavaleiro dos Sete Reinos seguisse a altivez e a escala épica de Game of Thrones (2011-2019) e de A Casa do Dragão caiu por terra logo nos primeiros minutos da nova série. A grandiosidade até foi sugerida, com a música de abertura da outra atração embalando brevemente os sonhos de heroísmo de Duncan, o Alto (Peter Claffey), até que uma inesperada crise de diarreia interrompeu seus devaneios e a própria canção.
Para deixar claro que Dunk não é um homem inatingível, de uma família poderosa ou que sonha com o Trono de Ferro, o showrunner Ira Parker não se furtou de mostrar seu personagem principal no momento escatológico, com jatos de cocô esguichando de seu traseiro. É grotesco, é engraçado, mas também é uma maneira de aproximar o público do aspirante a cavaleiro.
"Temos esse momento em que Duncan pega a espada de seu mestre, ouve o chamado do herói, escuta até aquela música imponente. Mas não é a hora ainda, ele ainda não é um herói, não realizou nenhum feito impressionante. Quando ele pensa na dificuldade da missão que tem pela frente, fica nervoso e tem dor de barriga", explicou o produtor em entrevista coletiva da qual o Notícias da TV participou na última quinta (15).
"Aí, Duncan aparece na posição menos heroica possível. Ele tem o sonho de ser herói, mas ainda não é um herói e precisa descobrir como chegar lá", adiantou Parker. "Mas, enquanto isso, aquela cena corre o risco de dar um ataque cardíaco na minha mãe", brincou Peter Claffey, aos risos.
Brincadeiras à parte, o intérprete do personagem admitiu que não teve problemas em fazer uma cena que o deixa tão exposto. "Eu adorei, foi divertido de gravar! Era um set fechado, só estavam lá as pessoas que precisavam mesmo estar. E é um bom ponto de exclamação para apresentar nossa história e mostrar que não somos Game of Thrones", explicou o ator.
Ele também revelou os bastidores de como a sequência foi rodada. "Um amigo meu do departamento de adereços estava sentado na minha frente, eu segurava uma mangueira entre as minhas pernas, e ele colocava o cocô de um lado do tubo para que saísse do outro. Nós só não podíamos olhar um para o outro, porque começávamos a rir (risos). Mas são momentos assim que me marcaram, que fizeram tudo valer a pena", valorizou Claffey.
Para o showrunner, a sequência não é gratuita, apesar de nojenta. "Tudo nessa série é sobre Duncan. O Cavaleiro dos Sete Reinos não tem a escala épica de mostrar várias famílias nem mortos voltando à vida para buscar vingança. É basicamente um cara no seu cavalo. Então, tem momentos íntimos, porque estamos acompanhando tudo do ponto de vista dele. Nós nem usamos drones para gravar porque não caberia na linguagem visual ver tudo do alto."
"No fim das contas, o público precisa se sentir no lugar de Duncan. Quando ele acompanha as justas, elas precisam parecer assustadoras porque ele está assustado. Quando ele coloca seu capacete, aquilo precisa parecer pesado, sua respiração fica pesada. E, quando ele está nervoso, vemos uma crise de diarreia (risos)", finalizou o produtor, bem-humorado.
O Cavaleiro dos Sete Reinos é exibido pela HBO e pela HBO Max sempre à meia-noite de domingo para segunda-feira. A temporada de estreia tem seis capítulos curtinhos, de cerca de 30 minutos cada. A série já foi renovada para um segundo ano, ainda sem previsão de lançamento. Confira o trailer:
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