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ENTREVISTA

O Assassinato do Ator Rafael Miguel: Série quer corrigir 'erro' sensacionalista

DIVULGAÇÃO/HBO MAX

Isabela Tibcherani em depoimento para a série O Assassinato do Ator Rafael Miguel, da HBO Max

Entrevista com Isabela Tibcherani, ex de Rafael Miguel, é um dos destaques da série documental

GIOVANNA RIBEIRO

giovanna@noticiasdatv.com

Publicado em 31/7/2025 - 11h00

Seis anos se passaram desde a morte trágica de Rafael Miguel (1996-2019), mas a ferida emocional ainda não cicatrizou para quem sobreviveu ao ataque de Paulo Cupertino. O Assassinato do Ator Rafael Miguel, nova série documental da HBO Max, revisita o caso e tenta ir além do true crime em seus três episódios.

Ex-ator mirim de comerciais famosos e novelas como Chiquititas (2012), Rafael Miguel, então com 22 anos, foi morto a tiros juntamente com os pais, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Miguel, ao visitar a casa da namorada, Isabela Tibcherani. Paulo Cupertino, pai da jovem, não aceitava o relacionamento dos dois e, segundo o Ministério Público, agiu com premeditação e crueldade ao executar os três familiares.

Em entrevista ao Notícias da TV, a equipe responsável por levar o caso para as telas defende que, apesar de o tema ter sido vendido como um produto para o mercado efervescente do true crime, a abordagem narrativa não quis repetir os erros cometidos à época pela imprensa, que abusou do sensacionalismo e aumentou o sofrimento das famílias.

"Quando a gente escolhe contar uma história de um crime, a gente não procura só um crime por um crime. A gente sempre pensa o que esse crime vai trazer em outras camadas. Outros temas de discussão. E acho que aqui fica muito clara a questão da violência doméstica", diz Adriana Cechetti, diretora na Warner Bros. Discovery, à reportagem.

Em depoimentos inéditos, Isabela Tibcherani e sua mãe, Vanessa, dão detalhes do temperamento violento de Paulo Cupertino, além de descreverem diversas situações de abuso físico e psicológico que sofreram nas mãos do criminoso --que chegou a se tornar o homem mais procurado do país.

"Para a gente, é muito importante também que essa série reverbere bastante e gere outras discussões. E que possa ajudar a outras famílias, outras mulheres que vivem na situação que elas viviam, para que não cheguem a crimes como esse", completa Adriana Cechetti.

Paulo Cupertino foi condenado a 98 anos de prisão. A produção explora imagens de bastidores da caçada e da investigação e cenas dos dois dias de julgamento. Além de jogar luz no romance vivido por Rafael Miguel e Isabela, que à época, foi alvo de diversas especulações maldosas e teve sua imagem exposta para todo o país. 

"Era muito fácil a gente cair num numa armadilha audiovisual e fazer uma coisa sensacionalista, e a gente tentou ao máximo não fazer. E eu acho que toda essa preocupação passa até no ambiente físico. De que o set tivesse poucas pessoas, fosse intimista, demonstrando o respeito na maneira como a equipe vai lidar com o entrevistado ou entrevistada", explica Maurício Dias, diretor da série.

Assim, a equipe conseguiu a confiança dos envolvidos --que, pela primeira vez, compartilham suas versões da história. "Foi uma preocupação nossa muito grande desde o início, fazer uma coisa que respeitasse as vítimas, respeitasse a família do Rafa, a irmã do Rafa. A gente teve muito esse cuidado para que mantivesse o máximo de respeito com todos os envolvidos, porque é uma história muito cruel", completa Dias.

A série documental é uma produção original da HBO Max e da Grifa Filmes. Os episódios serão disponibilizados semanalmente na plataforma, a partir desta quinta-feira (31). Confira o trailer:


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