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BRASIL 70
REPRODUÇÃO/NETFLIX

Lucas Agrícola como Pelé; semelhança impressionante despertou até sugestão de teste de DNA
A equipe de Brasil 70: A Saga do Tri, minissérie que estreia na sexta-feira (29) na Netflix, precisou fazer uma espécie de "peneira" para encontrar e convocar atores que fossem, além de parecidos com os jogadores da vida real, "bons de bola" de verdade. Os diretores da trama, Pedro Morelli e Paulo Morelli, contaram bastidores dessa busca durante painel no Rio2C nesta quarta (27).
"Tinha que saber atuar e saber jogar bola. Então, todos os atletas passaram por um teste de futebol, tiveram que fazer ali um circuito, jogar bola e ganhar uma nota. Todo mundo jogava de verdade", contou Pedro Morelli. "Foi uma peneira", resumiu o pai do diretor, Paulo Morelli.
A trama retrata a campanha da Seleção Brasileira rumo ao tricampeonato mundial de futebol, em 1970, no México. Naquele período, o Brasil buscava ter de volta seu prestígio no futebol diante dos rivais europeus após a derrota no Mundial de 1966.
Em meio ao esforço para recuperar o orgulho nacional, a Seleção Brasileira inicia sua preparação com Pelé [1940-2022] (Lucas Agrícola) como seu astro, primeiro sob o comando de João Saldanha [1917-1990] (Rodrigo Santoro) e, depois, com Zagallo [1931-2024] (Bruno Mazzeo).
"Acho que esse é o lance, porque não tem dublê, só para plano muito geral, só para os atores não se machucarem. Em campo, tem uma coisa que é muito de verdade, não tem 'jogador 3D'", disse Pedro Morelli.
"É o nosso elenco que você vê. É uma série de dramaturgia, tem toda a parte dramática e tal, mas quando entra em campo, você está amando os personagens, acompanhando a trajetória deles, sabendo o que está passando na cabeça deles... mas são eles [os atores], jogando bola", resumiu o diretor.
A história também deve explorar como a Seleção Brasileira seguiu após a demissão de João Saldanha, em meio aos conflitos do período mais duro da Ditadura Militar [1964-1985]. A partir daí, Mário Zagallo assumiu o comando técnico e inaugurou uma nova etapa, carregando o time já formado rumo à consagração do título.
"O que é totalmente digital são os estádios, claro. Mas o jogo em si, que é onde está a alma, era real. Eu lembro de uma cena, um lance que foi bem difícil, que foi o primeiro gol do Pelé na Copa, um gol muito famoso. Foram uns 30, 40 takes, porque é claro que a gente queria fazer um movimento de câmera ali", contou o diretor.
Outra coisa que impressionou a equipe da Netflix foi a semelhança de Lucas Agrícola com Pelé. E as coincidências entre o jovem ator e o ícone do futebol são tantas --até o mesmo local de nascimento-- que há quem já tenha suspeitado de uma possível herança familiar.
"Acho que a gente teve uma sorte meio abençoada de encontrar o Lucas, que, além da semelhança física, tem a voz do Pelé. O jeito de falar é muito impressionante, parece mesmo o Pelé. A família dele é de Três Corações [MG] também, então aconteceu alguma coisa misteriosa", comentou Pedro Morelli.
Durante o painel do Rio2C, a apresentadora Domitila Becker brincou com a possibilidade de Agrícola ser um parente de Pelé e sugeriu, em tom bem-humorado, um teste de DNA. "Conversa com ele", desconversou Pedro Morelli.
Para os realizadores, Pelé, que morreu em 2022, para além de estar representado na semelhança impressionante de Lucas Agrícola, também esteve "presente" no set de gravações.
"Tivemos também alguns momentos mágicos ali, que o Pelé estava olhando e abençoando, e era muito emocionante, porque a série foi feita por pessoas apaixonadas pelo futebol. Então, acredito que a gente teve uma bênção ali de cima", revelou Pedro Morelli.
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