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Mireille Enos em For All Mankind; atriz fala sobre desfechos emocionantes da quinta temporada
A reta final da quinta temporada de For All Mankind deve apostar em tensão crescente e desfechos incertos. Intérprete de Celia Boyd, Mireille Enos adianta que os últimos episódios da série do Apple TV mantêm o público em suspense até o desfecho derradeiro, sem indicar claramente qual será o destino dos personagens --ou de Marte.
Sem entrar em detalhes ou dar spoilers, a atriz destaca a construção dramática da temporada. "Existe uma sensação prolongada de clímax e de busca por um desfecho dessa revolução. Os roteiristas mantêm todo mundo em suspense até o fim, sem saber como isso vai se resolver", afirma Mireille em entrevista ao Notícias da TV.
Segundo ela, um dos principais pontos de tensão gira em torno do futuro político do planeta. "A gente não sabe se o povo de Marte vai conquistar a independência. É tudo muito tenso, carregado e emocionante", diz.
Na nova fase da série, Mireille chegou com a missão de dar vida a uma personagem que entrou no universo de For All Mankind em meio ao conflito entre Marte e Terra. A atriz conta que fazer parte de uma trama já consolidada foi um desafio logo de início:
Eu nunca tinha assistido a nenhum episódio. Então, tive quatro temporadas para ver, com histórias muito densas, cheias de personagens e saltos no tempo. Foi um pouco intimidador entrar nesse fluxo já em movimento.
Apesar do impacto inicial, ela destaca que não foi a única a ingressar na trama ao longo dos anos. "Toda temporada traz personagens novos, então eu não fui a primeira. Mas ainda assim dá um certo receio chegar e dizer: 'Oi, sou apenas uma guarda de segurança no meio dessa história enorme' (risos)", brinca.
A construção de Celia também fugiu do padrão habitual da atriz. Mireille aponta que, ao contrário de outros trabalhos, teve dificuldade em definir rapidamente quem era sua personagem --algo que, segundo ela, faz parte da proposta da própria narrativa.
"Eu não sabia quem ela era. E isso foi interessante, porque a Celia também não sabe quem é. Nós fomos descobrindo isso juntas", pondera.
Essa sensação de incerteza se soma ao ambiente em que a trama se desenvolve. A atriz descreve os cenários de Marte como espaços fechados, que contribuíram diretamente para a construção emocional da personagem.
"Os sets lembram um submarino, porque ninguém pode sair. Eu sou um pouco claustrofóbica, então, às vezes, eu realmente sentia essa pressão. Isso ajudou a criar essa sensação de isolamento", conta.
Para Mireille Enos, o sucesso de For All Mankind está justamente na combinação entre ficção científica e desenvolvimento humano. "É um gênero que já é muito amado, mas a série também é guiada pelos personagens. A gente acompanha essas pessoas ao longo de décadas, o que é algo raro."
Com a promessa de um final aberto e carregado de tensão, a atriz indica que a temporada deve manter o público envolvido até os últimos minutos. "É realmente uma reta final muito intensa", conclui.
Novos episódios de For All Mankind são adicionados ao catálogo do Apple TV toda sexta-feira. Hoje (8), vai ao ar o sétimo capítulo --são dez no total.
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