GREG NICOTERO
REPRODUÇÃO/AMC

Zumbis do spin-off The Walking Dead: Daryl Dixon são elogiados pela sua concepção visual
Greg Nicotero é considerado um dos grandes mestres do terror de Hollywood --e não é por acaso. O artista de efeitos especiais, diretor e produtor deixou sua marca em títulos decisivos do gênero, de Creepshow (1992) à franquia Evil Dead, passando por seus mais de dez anos como uma das mentes criativas por trás de The Walking Dead. Para ele, a saga segue viva porque sempre encontrou maneiras de se reinventar sem perder a essência --exatamente como acontece na terceira temporada de The Walking Dead: Daryl Dixon, atualmente em exibição no canal pago AMC Brasil.
"O mundo muda, os personagens mudam, mas as regras fundamentais continuam lá. É por isso que o público continua voltando", avalia ele, em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.
Nicotero lembra que uma de suas responsabilidades desde as primeiras temporadas foi assegurar a continuidade entre as séries do universo:
Quando chegamos à França [cenário das duas primeiras temporadas do spin-off], David Zabel, nosso showrunner, nunca tinha trabalhado com The Walking Dead antes. A maior parte da equipe também não. Então meu papel foi o mesmo que tive lá atrás, com Frank Darabont [responsável por adaptar a HQ]: colocar todo mundo a par das expectativas desse mundo.
A mudança de ambientação, no entanto, trouxe novos desafios. "Na França e agora na Espanha, o mundo é outro. O playground tem regras completamente diferentes. E eu me orgulho muito disso", afirma. Para ele, essas rupturas ajudam a manter o frescor da franquia, abrindo portas para histórias possíveis mesmo para quem nunca assistiu ao original.
É o caso de Daryl Dixon (Norman Reedus), que Nicotero considera "soberbamente independente". "Ele existe sozinho. Você pode ver sem ter visto o show original, e isso é muito importante", defende. Além disso, o diretor assinou boa parte das grandes cenas de ação --incluindo episódios inteiros da segunda temporada.
A preocupação era manter o padrão que consagrou The Walking Dead. "As sequências de ataque dos walkers [termo para os zumbis tradicionais] precisam estar no mesmo nível da série original, que tinha cenas enormes. Nosso time de dublês é incrível, nossa equipe de maquiagem também, assim como figurino e adereços", pontua.
A escolha da Espanha para as gravações fortaleceu ainda mais essa qualidade. "Há uma comunidade cinematográfica extraordinária aqui. Muita produção internacional passa pela Espanha. Diferentemente da França, onde grande parte das equipes atua principalmente em séries francesas, aqui eles já estão muito acostumados ao ritmo de produções globais --e são excelentes nisso", arremata.
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