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Sarah Pidgeon e Paul Anthony Kelly na série antológica História de Amor, de Ryan Murphy
Produzida por Ryan Murphy, mente por trás dos fenômenos Nip/Tuck (2003-2010) e American Horror Story, História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette é um retrato repetitivo de uma história que o público já conhece bem. Lançada na última quinta-feira (12), com três episódios já disponíveis no Disney+, a série parece presa no limbo da beleza estética e da ambientação, mas lhe falta alma e movimento.
A nova antologia do produtor estreia recontando o romance e a tragédia de John F. Kennedy Jr. (Paul Anthony Kelly) e Carolyn Bessette (Sarah Pidgeon), casal que viveu sob a obsessão da mídia nos anos 1990 e morreu em um acidente aéreo em 1999. A série começa pelo fim, com a tensão silenciosa antes do voo fatal rumo a Martha's Vineyard, e volta sete anos para mostrar o encontro entre o herdeiro da dinastia Kennedy e a executiva da Calvin Klein.
Visualmente, Murphy entrega o que sabe fazer de melhor: uma Nova York nostálgica, trilha sonora noventista (Peter Gabriel, Sade), figurinos chamativos e enquadramentos que parecem editoriais de moda.
Sarah Pidgeon é o grande acerto da produção. Sua Carolyn surge magnética, elegante, segura de si --e gradualmente esmagada pelo peso da fama e do sobrenome Kennedy. Já Paul Anthony Kelly, modelo em seu primeiro grande papel, ainda busca profundidade para além da beleza mítica do personagem.
Nos três primeiros episódios, a narrativa patina. O roteiro se alonga em cenas banais, com discussões repetitivas, buquês devolvidos e conversas que soam artificiais, enquanto evita mergulhar na obsessão e na corrosão emocional que deixaram a história famosa na mídia.
Há uma tentativa de traçar paralelos entre Carolyn e figuras como a princesa Diana (1961-1997), sugerindo a violência simbólica de se casar com uma "marca global". Mas a série ainda parece mais interessada na superfície do glamour do que na profunda sujeira psicológica que prometia explorar nas imagens de divulgação.
História de Amor (American Love Story, no original) não é uma produção desastrosa, mas tampouco um triunfo televisivo. Nos primeiros episódios, é uma obra bonita, bem intencionada e morna.
Após anos de planejamento, Murphy escorrega na própria essência depois das franquias American Horror Story (2011) e American Crime Story (2016), antologias que correram para Love Story apenas caminhar.
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