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SÉRIE NACIONAL

(In)Vulneráveis vira dramas médicos do avesso ao dar holofote para enfermeiras

Divulgação/Universal TV

Enfermeira negra observa homem deitado em uma cama de hospital

A enfermeira Regina (Zezé Motta) atende Arnaldo (José de Araújo) na série (In)Vulneráveis

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 28/2/2026 - 16h00

Séries como Plantão Médico (1994-2009), Grey's Anatomy, Chicago Med e Sob Pressão (2017-2022) conquistaram o público brasileiro ao mostrar casos hospitalares e a vida dos profissionais de saúde sob a ótica dos médicos. Agora, a série (In)Vulneráveis chega ao canal Universal TV para subverter o gênero ao colocar as enfermeiras como protagonistas da história.

"As séries procedurais e as séries médicas têm um apelo muito grande no Brasil, muita gente gosta, muita gente assiste", conta a criadora, diretora e roteirista Renata Di Carmo ao Notícias da TV. "Quando eu comecei a minha conversa com o canal, fui olhar também para o DNA dele, qual era o conteúdo que ele tinha e tracei com a minha perspectiva, o que eu gostaria de ver."

"E aí, fiquei pensando que, especialmente no Brasil, a enfermagem é algo com o qual todo mundo consegue se identificar imediatamente. É uma profissão que tem uma representatividade grande e, quando a gente olha para as unidades de saúde, as pessoas muitas vezes são atendidas pelos enfermeiros e são mais cuidadas pelos enfermeiros do que pelos próprios médicos --com todo o respeito e toda a reverência que tenho pela Medicina", diz Renata.

Então, foi pensando muito nessa identificação com o nosso público, com o Brasil, e com todas as camadas populares, que eu fiz um pouquinho essa torção de olhar para outra perspectiva, para esse lugar da enfermeira. E apesar de a série ter um protagonismo feminino, também do enfermeiro, é claro.

A série médica acompanha a rotina da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Chica Xavier, em uma comunidade do Rio de Janeiro, e combina drama humano, tensão hospitalar e histórias inspiradas na realidade de profissionais de saúde. A narrativa se desenvolve a partir da enfermeira-chefe Regina (Zezé Motta), que já tem idade para se aposentar, mas segue no batente.

A doutora Camila (Danni Suzuki) busca modernizar o processo de atendimento e prefere que alguém mais jovem assuma o posto de Regina. Por isso, tenta influenciar o diretor da UPA, doutor Daniel (Felipe Rocha), a promover a substituição à revelia da veterana.

Há também três enfermeiras menos experientes: Lorena (Simone Cerqueira), Keyla (Júlia Tizumba) e Mercedes (Jade de Axé). A primeira inicia a carreira já na maturidade, em uma tentativa de fugir dos problemas familiares, enquanto a segunda encara a desaprovação dos pais diante da decisão de seguir na enfermagem. A terceira, que está há mais tempo na UPA, tenta manter o drama sob controle, mas tenta conciliar a rotina com a faculdade de Medicina.

Ter quatro mulheres pretas em posição de destaque é algo que não passa batido por Renata Di Carmo. "Para mim, é um orgulho. Só de olhar para esse projeto e ver que ele existe, porque é um desafio imenso que a gente teve de transpor. E saber que ele foi feito com muita dignidade, com muita entrega, com muita dignidade, e que a gente conseguiu reunir uma equipe com representatividade para além do elenco, e todo mundo muito talentoso."

Renata, que trabalha narrativas negras em toda a carreira, viu (In)Vulneráveis como uma possibilidade de ir além. "Quando o projeto foi aprovado realmente, que eu olhei para ele, falei: 'Bom, essa é uma possibilidade que eu tenho de trazer uma contribuição também, né?'. E, de alguma forma, fazer com que essa dramaturgia também falasse para além da questão de 'precisamos cumprir cumprir uma cota, fazer bonito para a foto'", entrega a artista.

"É pensar em quais histórias esses corpos vão contar, quais histórias eles podem contar. E são muitas histórias, porque são histórias de afetos, são histórias de sonhos, são histórias de luta, mas também são histórias de vitórias. Todas as personagens são atravessadas por mil coisas, por mil questões, né?", reflete Renata.

"A gente construiu essa possibilidade de sermos muitas no mesmo lugar. Você vê logo de cara que as meninas são diferentes entre si. Não é só um elenco negro. Existe uma diversidade de jeitos de ser, de tons de pele, de cabelos, de perspectivas, de religiosidades, de orientações sexuais. Essa era a minha grande busca, conseguir construir uma narrativa em que a gente pudesse apenas ser, que essas personagens pudessem apenas ser", finaliza ela.

Com quatro episódios, exibidos sempre aos domingos, às 22h, a primeira temporada de (In)Vulneráveis estreia amanhã (1º), no Universal TV. A série é uma coprodução da NBCUniversal e da Jabuti Filmes. Confira o trailer:


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