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NA HBO MAX

Galisteu explica se doc de Ayrton Senna é resposta à série da Netflix: 'Minha versão'

Reprodução/Instagram

Adriane Galisteu em coletiva de imprensa do documentário Meu Ayrton

Adriane Galisteu: apresentadora ainda guarda pertences deixados por Ayrton Senna em casa

IVES FERRO

ives@noticiasdatv.com

Publicado em 6/11/2025 - 6h10

Adriane Galisteu voltou a falar sobre sua história com Ayrton Senna (1960-1994) ao lançar o documentário Meu Ayrton, que estreia nesta quinta-feira (6) na HBO Max. O projeto nasceu de um desejo pessoal de mostrar o homem por trás do ídolo, mas sem revanchismo --uma fala que surge em meio às comparações inevitáveis com a minissérie Senna (2024), da Netflix, que a excluiu da trama ficcional.

Em entrevista a jornalistas da qual o Notícias da TV participou, Adriane negou que a produção da HBO seja uma retaliação à concorrente. "Esse documentário não é uma resposta, ele existe para contar um Ayrton que as pessoas não conheceram. É para fazer uma homenagem", minimizou.

"Sou grata a todos que cruzaram meu caminho naquela época, e que fique claro que esse documentário não é para causar nenhum tipo de polêmica. Eu só conto o que eu vivi", afirmou Galisteu, emocionada. A apresentadora foi a última namorada do piloto e acompanhou de perto o último ano de vida dele.

Ela assegurou que Meu Ayrton não busca confrontar a escolha artística da Netflix em não representá-la na vida de Senna, mas preencher um vazio narrativo: "Não sou uma mulher que vou julgar o que você vai fazer comigo. Basta eu falar que o meu está certo".

Adriane contou que, apesar de sua longa experiência na TV, teve dificuldade em lidar com o retorno emocional àquela fase da vida. "Esse assunto mexe tão profundamente comigo que eu não consigo ser a mulher que eu estou acostumada a ser", revelou.

É muito profundo contar [quem] o Ayrton [era] pessoalmente, e voltar a um lugar onde fui tão feliz e triste ao mesmo tempo. Para mim, isso já tinha encerrado, mas contar essa história hoje é dolorido demais. Eu não queria mais voltar. Mas essa história merece ser contada.

A apresentadora afirmou que, no início, ficou receosa com o convite e só aceitou participar após assegurar total controle sobre a narrativa. Ela chegou a receber propostas de outras plataformas para dar sua versão sobre o passado com Senna. "Estava disposta a abrir meu coração, mas preocupada, porque não queria que tivesse tom de superioridade, nem de cutucadas ou respostas. Isso não faz sentido para mim", explicou.

"Queria encontrar primeiro esse tom na história. Eu quis muito estar perto da HBO porque eles toparam contar a história da forma que ela era, porque eu tinha outras propostas, mas elas não eram do jeito que eu queria", ressaltou.

Com dois episódios de 45 minutos, o documentário dirigido por João Wainer traz imagens inéditas, registros pessoais e depoimentos de pessoas próximas ao casal. Adriane também revisita o passado com novas perspectivas.

A produção mostra ainda a voz de Adriane aos 22 anos lendo trechos de seu próprio livro, Caminho das Borboletas, lançado logo após a morte do piloto, em 1994. Para ela, o documentário é um filme sobre amor, perda e amadurecimento. "É um conto de fadas às avessas, com um final que todo mundo conhece", concluiu.

Meu Ayrton por Adriane Galisteu estreia nesta quinta (6) na HBO Max, com lançamento simultâneo na América Latina, na Europa, nos Estados Unidos, na Ásia e na Oceania.


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