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TROCA DE GÊNERO

Francesca com Michaela: Entenda por que mudança em Bridgerton decepcionou fãs

DIVULGAÇÃO/NETFLIX

Masali Baduza e Hannah Dodd posam para a foto lado a lado

Masali Baduza e Hannah Dodd serão as protagonistas da quinta temporada da série Bridgerton

DÉBORA LIMA

debora@noticiasdatv.com

Publicado em 25/3/2026 - 16h00

A confirmação de que Francesca (Hannah Dodd) será a protagonista da quinta temporada de Bridgerton fez com que os fãs voltassem a reclamar da mudança de gênero de Michaela (Masali Baduza), seu par romântico, na série da Netflix. As queixas, que à primeira vista podem parecer preconceituosas, estão mais ligadas a outro detalhe importante do livro de Julia Quinn: o desejo da viúva em engravidar e ser mãe.

A história de Francesca é contada em O Conde Enfeitiçado, sexto livro da saga da família londrina. Ela descobre que está grávida pouco depois da morte de John (Victor Alli), só que perde o bebê e sofre ainda mais por não ter gerado um herdeiro do amado.

Depois de anos de luto, a filha de Violet (Ruth Gemmell) decide retornar ao mercado casamenteiro justamente com o objetivo de formar uma família e ter filhos. Aos poucos, porém, ela se aproxima de Michael, primo do marido, que herdou o título de conde de Kilmartin.

O romance de Francesca e Michael é construído cercado por muita culpa de ambos os lados. É o livro mais dramático da série e que trata de assuntos complexos, como infertilidade e a dificuldade de recomeçar a vida após perder alguém tão importante.

A pianista só realiza o sonho da maternidade no epílogo extra do nono volume da saga literária, E Viveram Felizes para Sempre, após anos de sofrimento.

Na série da Netflix, Michaela tem sido apresentada de maneira muito diferente do Michael descrito nos livros. Enquanto na obra original o libertino se culpa por amar a mulher do primo e procura se afastar do casal por isso, a personagem de Masali Baduza se comporta de maneira mais invasiva --o que também desagradou a uma parte do público.

No livro, Francesca tem uma certa curiosidade pela vida íntima do primo do marido e sempre pede para ele contar alguma de suas aventuras. Mas em nenhum momento ela demonstra nutrir sentimentos por Michael, tudo fica apenas na amizade. A relação dos dois só muda anos depois da morte de John, a quem a condessa amou devotamente na história.

Os fãs também ficaram incomodados com a forma que a série retratou o momento em que a mocinha foi apresentada para Michaela na série --ainda na terceira temporada. Francesca chegou a perder a fala ao ficar frente a frente com a garota, o que deu a entender que ela não sentia o mesmo por John.

Além disso, Michaela ainda não deu nenhum indício de que tenha sentimentos pela pianista. Há até uma certa falta de química entre as duas, algo que a Netflix precisará reverter na quinta temporada se quiser reconquistar os admiradores da história.

A adaptação ainda terá de pensar numa solução para o sonho que Francesca tem de ser mãe --talvez precisando recorrer à adoção nessa nova maneira de contar a história.

Repercussão negativa

Os fãs dos livros invadiram os comentários da postagem da Netflix Brasil no Instagram com o anúncio da quinta temporada. Uma parte dos internautas se queixou da mudança de ordem, já que a história de Eloise (Claudia Jessie) acontece primeiro que a de Francesca.

"Não, cadê minha Eloise? Era pra ser ela", reclamou Rachel Carvalho. "Era da Eloise, vocês não tinham esse direito. Não irei assistir", comentou Bruna Steffany. "Obrigada por informar antes, quando for a da Eloise eu volto a assistir", escreveu Franciane Mendes.

Mas a avalanche de críticas focou mais na troca de gênero de Michael na adaptação. "Todo mundo fingindo que essa temporada não existe, né?", zombou Mayra Santi. "Estragaram uma das melhores histórias dos livros! Triste", lamentou Ana Paula Marques. "Na primeira oportunidade de cagar tudo, a Netflix vai lá e caga. Errou muito!", criticou Natiéli Anselmé.

"Uma afronta com os leitores é a história da Francesca. É uma das narrativas mais profundas de Bridgerton, marcada por luto, recomeços e, sobretudo, pela dor silenciosa da infertilidade, algo que tantas mulheres vivem e raramente veem representado com tanta sensibilidade. Apagar ou suavizar isso na adaptação não é só uma mudança criativa. É esvaziar completamente a essência da personagem", desabafou Thais Rocha.

"Como fã dos livros de Bridgerton, é muito frustrante ver a Netflix ignorando completamente a essência da história. A trajetória da Francesca é uma das mais bonitas e sensíveis, aborda perda, infertilidade e recomeços de uma forma real e necessária. Era uma oportunidade incrível de representar tantas mulheres, mas escolheram mudar tudo. Sinceramente, decepcionante", pontuou Hanna Avrella Schlemper.

"Não é sobre homofobia, igual as queridas estão tentando puxar. É sobre ser fiel às histórias que a gente leu, e quem é fã de verdade estava ansiosa pra ver na tela", justificou Iani Oliveira. 

"Eu queria tanto que a história fosse fiel ao livro, a Fran queria tanto ser mãe… Botar ela como lésbica não faz muito sentido… Eu adoro 'colar um velcro', mas acho que, por tudo que passou, ela deveria ter realizado esse sonho. Espero estar errada, e o contexto do que está por vir seja bom", afirmou Júlia Pinheiro.

Assista ao anúncio oficial da próxima temporada de Bridgerton:


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