A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
(IN)VULNERÁVEIS
Divulgação/Universal TV

Danni Suzuki interpreta a médica Camila na série (In)Vulneráveis, do canal Universal TV
Quando recebeu o convite para atuar na produção médica (In)Vulneráveis, Danni Suzuki não precisou pensar duas vezes antes de aceitá-lo. Fã do drama norte-americano Grey's Anatomy, a atriz quis encarar o desafio de mostrar que a realidade da saúde no Brasil está bem distante daquela que vemos nas séries gringas. "É muito diferente, né?", ela provoca.
"Eu sou muito fã de Grey's, acompanho tudo! Já tinha até feito uma médica antes [na novela Viver a Vida, de 2009], mas adorei quando me apresentaram (In)Vulneráveis como uma Grey's Anatomy no SUS [Sistema Único de Saúde] do Rio de Janeiro, com a realidade local", entrega Danni ao Notícias da TV.
"Como é que a gente se vira sem aquele hospital que se vê nas séries norte-americanas, que têm tudo, toda a estrutura, toda a assistência? Aqui, a realidade é bem diferente, né? Isso foi uma coisa que me atraiu bastante, já me deixou muito interessada. Quando eu li o roteiro, então, não tive nem o que pensar. Fiquei muito feliz de poder fazer!", valoriza a atriz.
Como em Grey's Anatomy, (In)Vulneráveis também mistura os casos médicos com o drama dos profissionais de saúde. No caso de Camila, a médica vivida por Danni, há um conflito com Regina (Zezé Motta), enfermeira-chefe da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) onde a série se passa.
Camila busca modernizar o processo de atendimento e prefere que alguém mais jovem assuma o posto de Regina. Por isso, tenta influenciar o diretor da UPA, doutor Daniel (Felipe Rocha), a promover a substituição à revelia da veterana. Apesar dos conflitos com a personagem de Zezé, Danni assegura que sua personagem não é uma vilã.
"Dá para defender muito, porque ela não implica necessariamente com a Regina! Mas ela é a típica médica que faz as coisas muito corretas, quer dar o corticoide, enquanto a Zezé quer passar uma pomada caseira, que ela fez no jardim dela. É um embate da ciência com a experiência de vida", justifica.
"A Camila acredita mesmo na medicação, que as coisas têm que ser feitas da maneira correta, profissional, e a personagem da Zezé age muito pelo coração, ela conhece a história dos pacientes. São extremos opostos, né? Mas ambos são necessários dentro de um ambiente hospitalar. O olhar da médica, mais científico, e o de quem vê o ser humano com amor, independentemente de qualquer coisa. Acho que, quando as duas se somam, é o equilíbrio ideal."
Danni ressalta que até o contraponto da médica com a enfermeira a fez pensar na série gringa. "O meu papel também lembra um pouco uma das personagens lá do Grey's Anatomy que é muito certinha, mas um pouco fria, né? No fundo, no final, vocês vão ver que a Camila até gosta da Regina, elas se dão bem... É que as duas têm olhares diferentes sobre a medicina", diz.
A atriz ainda aponta que (In)Vulneráveis faz algo que Grey's deixou de lado, que é dar mais valor aos enfermeiros. "Fala-se muito do médico, mas o enfermeiro, muitas vezes, é quem fica acompanhando se o paciente piscou, se evoluiu, se mexeu, ele vê um pouco além, né? Ele vê o humano de uma forma mais intensa, e se envolve realmente com o paciente. Enquanto o médico entra no quarto, olha o prontuário e vai atender outro. É muito importante que a série dê aos enfermeiros esse destaque que eles merecem!", conta.
Com quatro episódios, exibidos aos domingos, às 22h, a primeira temporada de (In)Vulneráveis está na programação do canal Universal TV. A série é uma coprodução da NBCUniversal e da Jabuti Filmes. Confira o trailer:
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