A GUERRA DOS REINOS
Divulgação/Universal+

Maria Erwolter (de 1899) vive Senua em A Guerra dos Reinos, série épica alemã que estreia no Brasil
Se produções como Game of Thrones (2011-2019) e O Senhor dos Anéis existem hoje, muito se deve ao poema épico Canção dos Nibelungos, escrito por um autor desconhecido há cerca de 800 anos. A lenda agora segue os passos das obras que inspirou e chega à TV como uma série, A Guerra dos Reinos (War of the Kingdoms), que estreia neste domingo (14).
Ambientada no século 5, a atração mistura fantasia e realismo histórico para narrar um período de guerras, traições e fenômenos sobrenaturais que abalaram os reinos da Europa Ocidental --numa jornada que resgata a origem do mito e redefine as bases do gênero épico que conquistou milhões de fãs.
À frente da missão de adaptar um poema de 39 capítulos e cerca de 2,4 mil estrofes estão os roteiristas e diretores Cyrill Boss e Philipp Stennert, que passaram cinco anos de sua vida debruçados em uma empreitada tão épica quanto o texto que deu origem a tudo.
"Nós começamos a escrever em 2020, quando a indústria estava parada por causa do coronavírus. Depois, levamos um ano para preparar tudo, os figurinos, os ensaios com os dublês... Aí gravamos durante seis meses e ficamos mais um ano e meio em pós-produção, com os efeitos especiais e a edição", lista Boss em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.
"Eu envelheci muito durante esse longo processo (risos)", brinca o produtor. "Você deveria ter nos visto quando começamos o projeto, éramos apenas jovens garotos", completa Stennert, bem-humorado.
Canção dos Nibelungos é tão importante para o gênero de fantasia que, além das produções que inspirou, também já rendeu várias adaptações para o cinema e para a TV: o austríaco Fritz Lang (1890-1976), por exemplo, dirigiu um épico de quase cinco horas ainda em 1924; e, em 2004, um jovem Robert Pattinson atuou em outra longa produção com mais de 220 minutos.
Para trazer um frescor para a história e elementos não vistos em nenhuma outra versão, os cineastas tentaram encontrar um ângulo na saga que a aproxime mais do público. "Para nós, a história é um drama familiar. É um grande drama sobre essa família e sobre os conflitos entre uma pessoa emocional e uma racional. Quando percebemos isso, entendemos que esse deveria ser o nosso foco narrativo", conta Philipp Stennert.
"Para nós, quando mergulhamos em um projeto, tentamos encontrar algo que converse conosco pessoalmente. Não adiantava listar todos os pontos que precisávamos abordar da história original, porque ela é tão grande que seria impossível fazer tudo. Era mais importante achar algo pessoal, que dê para colocar na mesa e gerar uma discussão", continua Stennert.
Com seis episódios, a primeira temporada de A Guerra dos Reinos estreia neste domingo (14) no Universal+, disponível pelas plataformas Prime Video, Claro TV+, Vivo Play, Meli+ e UOL Play. Confira o trailer:
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