ANA DE SANTANA
REPRODUÇÃO/GLOBOPLAY

Juliana (Ana de Santana) em Vermelho Sangue: preconceito como maior das monstruosidades
Em Vermelho Sangue, a atriz Ana de Santana se viu numa personagem que não tem caninos afiados nem se transforma na lua cheia. Ela, porém, acabou com outro tipo de monstro, um que é bem mais fácil de encontrar por aí: afinal, Juliana é daquelas pessoas tão presas aos próprios preconceitos que acabam descontando nos outros --em Flora (Alanis Guillen), para ser mais exato.
"Eu nasci e cresci no interior de Minas Gerais e, quando criança, também morei em lugares ainda menores, como Araguaína, no Tocantins. Aos 17, comecei a viajar, conheci outras culturas, mentalidades e formas de viver. Quando voltei, percebi o quanto eu mesma já tinha reproduzido certos padrões sem me dar conta, porque era a realidade que eu conhecia", explica ela, em entrevista ao Notícias da TV.
Em alguns momentos da minha vida, já me vi parecida com a Juliana: tentando negar sentimentos, sufocar desejos, para me encaixar no que acreditava ser esperado de mim, então me inspirei na minha própria vivência.
Apesar de a série do Globoplay girar em torno de vampiros e lobisomens, a jovem se identifica com outro arquétipo dos filmes de terror: a bruxa. "Tem essa conexão com o espiritual, com a magia através da natureza... Vejo nelas um poder misterioso, sensual e assustador ao mesmo tempo. Amaria interpretar uma delas um dia", conta.
A experiência como modelo, aliás, foi o que a atraiu para os filmes de terror. "Passei grande parte da minha vida sozinha em quartos de hotéis, alguns até macabros, e sempre assistindo [ao gênero]", começa ela, que vai além:
Em vez de pensar no susto, fico imaginando onde está a câmera ou quanto de suco de groselha usaram pra fazer aquele sangue. Isso corta o medo. Mas quando o assunto envolve espiritualidade, aí é diferente. Não costumo brincar. Tenho muito respeito por esse lado e prefiro tratar com seriedade.
Como boa mineira, ela assume que tem sim uns bons causos sobrenaturais para contar por aí: "A família da minha mãe é indígena, então cresci entendendo a natureza como um ser vivo e acreditando na sua força de cura, revolta, comunicação. Minha mãe jurava por tudo que, quando estava grávida de mim, via um duende verde que me protegia".
"Já a família do meu pai é espírita e sempre tratou o mundo espiritual como algo absolutamente natural. Então, a trama sobre vampiros e lobisomens não me soa tão distante. É só mais um jeito de contar histórias sobre o invisível que sempre esteve por ali", crava a artista.
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