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SUPOSTA PEDOFILIA

Documentário de Michael Jackson na Netflix mostra o que o filme não pôde exibir

REPRODUÇÃO/NETFLIX

homem faz sinal com a mão segurando um guarda-chuva sob paparazzos

Docusérie Michael Jackson: O Veredito revisita o julgamento sobre suposta pedofilia de 2005

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 3/6/2026 - 13h29

A série documental Michael Jackson: O Veredito estreou nesta terça-feira (3) na Netflix com uma proposta diferente da apresentada por Michael, cinebiografia que tem feito sucesso nos cinemas. Enquanto o longa-metragem evita abordar as acusações de abuso sexual que marcaram os últimos anos da vida do cantor, a produção documental concentra sua narrativa justamente no julgamento criminal de 2005, no qual o artista foi absolvido de todas as acusações.

Dividida em três episódios, a série dirigida por Nick Green revisita o caso a partir de documentos oficiais, transcrições das audiências e depoimentos de pessoas que acompanharam o processo de perto, incluindo jurados, jornalistas e testemunhas da acusação e da defesa.

O objetivo é reconstruir os acontecimentos que levaram Michael Jackson (1958-2009) ao tribunal e apresentar os argumentos discutidos durante o julgamento realizado em Santa Barbara, na Califórnia.

O caso teve início em 2003, quando Gavin Arvizo, então com 13 anos e em recuperação de um câncer no rim, acusou o cantor de abuso sexual em Neverland Ranch. A denúncia deu origem a dez acusações criminais contra Jackson, entre elas abuso sexual infantil, tentativa de abuso, fornecimento de álcool a menor de idade e conspiração.

Se condenado, o artista poderia receber uma pena superior a 20 anos de prisão. Após cerca de 14 semanas de julgamento, porém, o júri formado por oito mulheres e quatro homens o declarou inocente em todas as acusações, em 13 de junho de 2005.

A série reconstrói um processo que aconteceu longe das câmeras. Diferentemente de outros julgamentos de grande repercussão nos Estados Unidos, o juiz Rodney Melville proibiu gravações e transmissões dentro do tribunal.

Como consequência, a opinião pública acompanhou o caso principalmente por meio da cobertura da imprensa. O documentário utiliza registros oficiais e entrevistas inéditas para restituir os bastidores das audiências.

Além de revisitar o caso Gavin Arvizo, a produção também recupera o contexto das acusações enfrentadas por Jackson ao longo da década anterior. Entre elas está o caso envolvendo Jordan Chandler, em 1993, encerrado posteriormente por meio de um acordo civil. O episódio chama a atenção porque ficou completamente de fora da cinebiografia lançada nos cinemas.

A ausência dessas controvérsias foi, inclusive, um dos principais pontos levantados pela crítica em relação a Michael. Produzido com aprovação direta do espólio do cantor, o filme optou por encerrar sua narrativa antes dos processos judiciais e das acusações que marcaram a imagem pública do artista nos anos 1990 e 2000.

Segundo informações divulgadas durante a produção, cenas relacionadas à investigação de 1993 chegaram a ser removidas do roteiro por conta de uma proibição das famílias dos envolvidos.

Confira o trailer:


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