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DESPEDIDA
LIAM DANIEL/NETFLIX

Francesca (Hannah Dodd) e John Stirling (Victor Alli) na quarta temporada de Bridgerton
[Atenção: este texto contém spoilers] John Stirling (Victor Alli) se despede de Bridgerton na quarta temporada, que antecipa a morte do conde Kilmartin. Assim como no livro escrito por Julia Quinn, a queixa do nobre sobre uma dor de cabeça é o indício da causa do óbito: um aneurisma cerebral.
O final do segundo episódio da quarta temporada sela o destino de John na série da Netflix. Ele morre dormindo, após reclamar de uma dor de cabeça ao concluir o quebra-cabeça que montava com Francesca (Hannah Dodd) e Michaela (Masali Baduza).
A perda do marido, apenas dois anos após o casamento, deixa a pianista profundamente abalada --principalmente por não ter gerado um herdeiro.
O drama de Francesca é narrado no sexto livro dos livros de Bridgerton, intitulado O Conde Enfeitiçado. Após a morte do marido, ela se aproxima de Michael Stirling, um primo do lorde.
O livro mostra que o libertino se encantou pela pianista à primeira vista no jantar de ensaio do casamento, 36 horas antes de ela dizer "sim" para John. Michael passou anos se sentindo culpado por amar a mulher do primo, que considerava como um irmão. Já a viúva só enxergava o rapaz como um amigo e confidente.
Só que um encontro inesperado faz com que a protagonista o veja de outra maneira. O ex-devasso supera a culpa e se entrega ao desejo, enquanto tenta convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.
O último episódio da terceira temporada de Bridgerton surpreendeu os fãs ao mudar drasticamente a história da personagem de Hannah Dodd. A mocinha até perdeu a fala ao conhecer Michaela Stirling, a prima do marido.
A série optou por mudar o gênero do personagem Michael e indicou que a sexta filha de Violet (Ruth Gemmell) vai viver um romance queer no futuro.
A showrunner Jess Brownell explicou o motivo da alteração na história da pianista. "Tenho armado a história queer de Francesca desde o início", disse em entrevista ao Deadline. Ela detalhou como se identificou como a personagem ao ler o livro.
"No livro, acho que se trata principalmente de ser introvertido. Mas para muitas pessoas queer, não para todas, essa sensação de se sentir diferente desde quando você era jovem, faz parte de nossas histórias. Portanto, pareceu natural flexibilizar o gênero", completou a produtora.
A showrunner ainda deu indícios de que a série pode flexibilizar alguns aspectos da época, já que não era comum mulheres herdarem títulos de nobreza. A produtora também assegurou que não pretende retratar um drama.
"Ao abordar uma história queer, é muito importante para mim que, neste mundo de felizes para sempre, possamos ver um feliz para sempre LGBTQIA+ e não deixar que seja um trauma", defendeu.
A autora Julia Quinn também se pronunciou sobre a mudança e explicou que concordou em transformar Michael Stirling em Michaela para trazer mais representatividade à adaptação. Ela ainda pediu que os fãs confiem nela e na equipe da Shondaland.
"Estou confiante que, quando Francesca tiver sua temporada de Bridgerton, será a mais emotiva e comovente história da série, assim como O Conde Enfeitiçado sempre foi o que mais provocou lágrimas nos livros", declarou a escritora.
Leia também ->Qual é a ordem certa dos livros Bridgerton?
A Netflix já renovou Bridgerton para a quinta e a sexta temporadas. Showrunner da série, Jess Brownell confirmou que Eloise e Francesca são as próximas protagonistas da história.
Francesca e Michaela Stirling (Masali Baduza) serão o foco da quinta temporada --apesar de o livro da viúva ser o sexto da obra original. A adaptação já inverteu a ordem anteriormente, passando a trama de Colin (Luke Newton) na frente da de Benedict.
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