Menu
Pesquisar

Buscar

Facebook
X
Instagram
Youtube
Pesquisar

Buscar

CCXP25

De GoT a Stranger Things: Tom Wlaschiha compara pressão do sucesso das séries

REPRODUÇÃO/HBO E REPRODUÇÃO/NETFLIX

Tom Wlaschiha em Game of Thrones e Stranger Things

Tom Wlaschiha em Game of Thrones e Stranger Things; ator falou sobre as duas séries de sucesso

GIULIANNA MUNERATTO

giulianna@noticiasdatv.com

Publicado em 4/12/2025 - 14h32

Tom Wlaschiha vive um daqueles raros casos de um ator que participou de duas das produções mais populares da TV mundial --e sabe exatamente como cada uma delas impacta sua carreira. Em painel da CCXP25 nesta quinta (4), o intérprete de Jaqen H'ghar em Game of Thrones (2011-2019) e de Enzo na quarta temporada de Stranger Things relembrou as experiências contrastantes entre os dois universos e a pressão que acompanha esse tipo de fenômeno cultural.

O ator explicou que Game of Thrones foi um divisor de água em sua carreira. Com uma carreira praticamente inteira baseada na Alemanha anteriormente, ele viu sua carreira internacional explodiu com a série da HBO

"Foi um dos meus primeiros trabalhos internacionais. Quando comecei a segunda temporada, ninguém sabia que ia virar tudo isso. Ninguém sabia que viraria um fenômeno mundial e, a cada temporada, ficou maior e maior. Como um ator, você vive para ser conhecido, então foi incrível", contou ele na convenção, que acontece até o próximo domingo (7) em São Paulo.

Apesar da importância da obra em sua carreira, ele não nega que o final foi uma decepção. Segundo ele, o elenco, os produtores e os roteiristas sentiam o peso de entregar algo à altura de um público global tão engajado.

"O final da série era um trabalho impossível. Não teria como agradar a todo mundo. A pressão era enorme", afirmou durante o bate-papo. Para ele, o fenômeno se tornou tão grande que qualquer desfecho geraria ruído.

Ao falar sobre o personagem Jaqen H'ghar, Wlaschiha comentou que sempre teve uma relação especial com antagonistas e figuras moralmente ambíguas. "Antagonistas, para mim, são personagens mais interessantes. A maior parte do tempo eles têm problemas, são quebrados, têm muita coisa com as quais um ator pode brincar", explicou.

Ele ressaltou ainda a responsabilidade ao lidar com figuras complexas. "Quando você interpreta pessoas reais, tem que ter cuidado para não exagerar. Eu tento fazer com que sejam compreendidas, justificar o que as move, mesmo quando fazem coisas ruins. Acho que um ator nunca deve interpretar seu personagem como o vilão", ponderou.

A migração para Stranger Things trouxe um cenário diferente, mas igualmente intenso. Wlaschiha contou que já acompanhava a série da Netflix desde a estreia e que desejava fazer parte daquele universo antes mesmo de ser chamado para o teste.

"Eu era fã desde a primeira temporada. Quando fui fazer a audição, eu disse que queria muito esse papel", relembrou. "Quando li as cenas, sabia na hora que era uma escrita ótima, cenas ótimas."

O ator também celebrou a parceria com David Harbour, intérprete de Hopper, que rapidamente conquistou o público. A dupla protagonizou uma das narrativas paralelas mais populares da quarta temporada. "Enzo virou um favorito dos fãs muito rápido. Gravar com o David foi maravilhoso. A química aconteceu naturalmente", disse.

Para ele, esse entrosamento ajudou a transformar Enzo em uma peça querida dentro de um elenco já estabelecido. Wlaschiha contou que percebeu a força da dinâmica quase imediatamente, enquanto gravavam as cenas na Rússia fictícia criada para a temporada. Ele acredita que o humor, a tensão e a parceria inesperada entre os dois personagens contribuíram para o impacto.

O ator ainda comentou que sua trajetória entre duas das maiores séries da última década o ensinou a lidar com expectativas e responsabilidade artística. Mas, acima de tudo, reforçou que encontra prazer justamente na complexidade desses mundos e personagens. "Quanto mais quebrados, mais interessantes eles são", resumiu.


Mais lidas


Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.