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BASTIDORES

Crossover de Chicago Fire, P.D. e Med vai muito além do que o público vê na TV

Divulgação/NBC

Dois homens, um com roupa de bombeiro e outro com uniforme policial, se cumprimentam em cena de série

Dermot Mulroney, de Chicago Fire, com Jason Beghe, de Chicago P.D.; encontro esperado

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 6/4/2026 - 20h30

Fãs das séries Chicago Fire, P.D. e Med já sabem da importância dos episódios especiais de crossover, nos quais os personagens das diferentes atrações se cruzam e aparecem nas histórias alheias. Tradicionalmente, são eventos grandiosos, com riscos maiores do que o normal e muitas revelações e surpresas. Para a equipe da franquia, porém, o trabalho vai muito além daquilo que o público vê na televisão.

Afinal, os roteiristas precisam trabalhar em conjunto para elaborar a trama que se desenvolve durante três episódios --um de cada atração--, a produção tem de coordenar a agenda do elenco e da equipe para rodar todas as cenas sem atrasar o cronograma normal, e os atores aumentam sua dose de trabalho. O resultado do crossover mais recente pode ser visto na plataforma Universal+, que disponibiliza a trinca de capítulos nesta segunda-feira (6).

Os showrunners da franquia explicam ao Notícias da TV que, por trás das câmeras, o clima é de crossover constante. "Somos realmente muito unidos e gravamos no mesmo espaço nos estúdios; os elencos se conhecem entre si, a equipe também; os roteiristas trabalham no mesmo prédio da Universal; e o elenco e a equipe estão morando em Chicago. Todos nós nos cruzamos o tempo todo", diz Andrea Newman, de Chicago Fire, à reportagem.

"Essas séries são feitas por pessoas que trabalham juntas, há muita história por trás, então essa união é quase imperceptível. Colocamos todo mundo em uma coqueteleira e sacudimos para ver o que acontece (risos). E, no caso deste crossover em particular, ele é muito centrado nos personagens, o que sempre é divertido, e a ação é uma loucura", adianta a produtora, que valoriza: "Ninguém faz crossovers como as séries de One Chicago!".

Allen MacDonald, chefão de Chicago Med, tenta explicar a fórmula do sucesso dos encontros entre as séries. "Quando fazemos esses crossovers, e eu já fiz dois, o que os torna especiais é a combinação entre a construção dos personagens e a atenção aos detalhes. Temos de tudo: ação, suspense, momentos focados nos personagens, personagens que você quer ver vencer, casais que você espera que aconteçam e outros que você torce para que não se separem. Tudo isso é único, é o que os fãs amam", aponta.

Para Gwen Sigan, showrunner de Chicago P.D., o maior desafio é continuar a surpreender o público depois de tanto tempo e tantas reviravoltas --as três séries já passaram de dez temporadas cada uma. "É definitivamente complicado, e damos muito crédito aos roteiristas que trabalham nisso, porque a quantidade de histórias contadas é impressionante", reconhece.

"Sempre temos em mente que não podemos ficar sem histórias, que precisamos continuar evoluindo, trazendo mudanças e novos caminhos. Isso é muito complexo, porque é preciso atender a todos os personagens e a tudo que as séries fazem tão bem. Os roteiristas conseguem evitar que o público fique entediado, porque sempre há algo novo: uma reviravolta, uma surpresa e, neste caso, uma jornada de três horas", valoriza a também roteirista.

MacDonald concorda com a colega. "Os conflitos, as surpresas e a ação ficam ainda mais intensos em um crossover. Quando fazemos esses episódios especiais, elevamos a temperatura e queremos surpreender com reviravoltas nas histórias, porque esses personagens são muito reais para nós e nos importamos muito com eles", completa o produtor.

A atriz Jessy Schram, a doutora Hannah Asher de Chicago Med, também se empolga toda vez que tem a possibilidade de fazer um crossover. "É algo gigantesco! Nós visitamos os estúdios uns dos outros, e entrar no set alheio é sempre curioso, porque você não quer parecer uma invasora, entende?", conta ela em entrevista exclusiva à reportagem.

"Quando temos os elencos completos, contracenando juntos, e entendemos que essas séries estão completamente no mesmo universo, em vez de só ter umas participações aqui e ali... Eu acho isso tão poderoso! É uma experiência incrível poder fazer um crossover, eu acho muito legal (risos)", valoriza.

Retorno de Upton e Halstead

O crossover da vez começa com uma chamada de resgate. O Quartel 51 é acionado quando um avião que transporta quase 200 passageiros perde comunicação em pleno voo, desencadeando uma emergência de alto risco.

O que os socorristas descobrem revela um mistério ainda maior e mais letal, com consequências que podem ir muito além da pista e pôr inúmeras vidas em perigo --tudo com altas doses de adrenalina e os atos heroicos já característicos dos socorristas da Cidade dos Ventos.

Para os fãs das antigas, há ainda dois motivos especiais para acompanhar os episódios: o retorno dos policiais Hailey Upton (Tracy Spiridakos) e Jay Halstead (Jesse Lee Soffer), em seu primeiro reencontro desde a separação impactante --em um momento que certamente emocionará os fãs.


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