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BRASIL 70: A SAGA DO TRI
Divulgação e Reprodução/Instagram

Isabela Dias interpreta Marlene Venerando, mulher do goleiro Félix, em série da Netflix
Isabela Dias, atriz que interpreta a mulher do goleiro Félix (1937-2012) na série Brasil 70: A Saga do Tri, da Netflix, encontrou as filhas do atleta depois de concluir as gravações. Em entrevista ao Notícias da TV, a atriz que dá vida a Marlene Venerando (1939-2017) declara que uma das herdeiras se emocionou e destacou a semelhança entre a artista e sua mãe.
"O maior presente que eu tive nesse trabalho, além de atuar com essa equipe deslumbrante, foi ter recebido esse carinho das filhas dele e de a Lígia olhar para mim e falar: 'Você representou muito bem a minha mãe, ela era exatamente assim'", diz Isabela ao Notícias da TV.
Mesmo depois de encerrar as gravações, a atriz seguiu curiosa sobre a história de Marlene. "As coisas que ela me contou sobre a mãe fizeram muito sentido dentro do que eu construí", completa.
Isabela conseguiu o contato de Lígia Coelho através da mãe de Maria Clara Hallek, atriz que interpreta a própria quando criança, e de Hugo Haddad, que atua como Félix. Eles se encontraram na Mooca, bairro de São Paulo onde o goleiro nasceu e deu os primeiros passos na profissão.
Um dos principais desafios de Isabela foi construir sua visão de uma pessoa que, embora amplamente conhecida, era discreta e não deixou muitos registros públicos. Além de suas preparadoras, a atriz também recebeu auxílio de Patrícia, a terceira filha de Félix.
Antes das gravações, a intérprete recebeu fotos de Marlene que não estavam disponíveis na internet e conversou com Patrícia ao telefone. A caçula acrescentou uma outra perspectiva sobre a rotina familiar, já que ainda era bebê quando o craque disputou o tricampeonato. "[Serviu] Para entender como essa filha via esse pai", justifica a atriz.
A falta de registros foi um ponto que também ajudou a unir Isabela e Haddad. Eles interpretaram marido e mulher na série, mas não contracenaram em nenhum momento. Apesar do pouco contato, trocaram fotos e vídeos do casal e ideias de como construiriam as atuações. "Foi tipo amor à primeira vista. É um cara muito generoso, incrível. Não contracenei com ele, mas pude conhecer muito da pessoa", conta.
Na série, as principais interações entre Marlene e Félix acontecem através de telefonemas --um deles representa a clássica história em que Ligia pergunta ao pai por que é chamada de "filha de frangueiro" na escola.
"Ela [Ligia] fala que as ligações a emocionam muito. Porque ela diz que era essa menina que acreditava no pai, independentemente do que dissessem na rua. A mãe era um suporte muito grande dentro de casa", relata Isabela.
A experiência também mudou a relação da intérprete com o esporte. "Sempre tive paixão pelo futebol, minha família tem tradição de assistir às Copas junta. Mas, com a série, eu entendi a importância do futebol para a cultura brasileira, muito mais do que um entretenimento. É um fator de união de um povo."
Em julho, Isabela inicia as gravações do curta-metragem independente Aposta Perdida, que vai abordar o vício em casas de apostas. A atriz interpreta a psicóloga Carolina, que atua na instituição Jogadores Anônimos, para adictos que buscam se recuperar.
Depois de uma série que retrata a paixão do público brasileiro pelo futebol, Isabela adianta que o novo trabalho vai tratar da visão dos impactados pelo vício, sem abordagem sobre influenciadores ou outras personalidades que divulgam essas plataformas.
"Vai ser um contraste muito grande com o que eu acabei de fazer", descreve ela, que sentencia: "Quando eu peguei o roteiro, fiquei um pouco assustada, porque é bem profundo".
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