JILL WAGNER

Atriz de Lioness vê papel educador em séries de guerra, mas rejeita a politização

REPRODUÇÃO/PARAMOUNT+

mulher loira segura arma

Bobby (Jill Wagner) em trecho de Lioness; série lançou a terceira temporada no Paramount+

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 9/8/2026 - 12h00

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Atriz e produtora executiva em Lioness, Jill Wagner entende a série do Paramount+ como algo que vai além de uma produção de guerra. Em entrevista exclusiva ao Notícias da TV, a artista destaca o papel educativo que o projeto pode ter em meio a um contexto de conflitos escalando ao redor do mundo, mas sem influenciar para um lado ou para o outro.

Envolvida também nos bastidores de Lioness, a intérprete de Bobby diz que a terceira temporada reserva muita "loucura" para os fãs da série, mas que também terá um fundo de verdade.

"É uma loucura. Eu digo que a série se passa nos tempos atuais. Então, o público vai ver uma guerra moderna. Muitas das coisas sobre as quais vocês leem ou assistem nos noticiários acabam se refletindo no que acontece na história", adianta a atriz.

Essa mistura do real com a ficção é o grande mérito da série, segundo Jill. "O Taylor Sheridan [criador] trabalha com a verdade e com os fatos, e é justamente aí que ele se destaca. Ele evita transformar tudo em uma discussão política. O que ele faz é mostrar os fatos, o que está acontecendo e o que esses militares vivenciam naquele contexto", afirma.

Em uma guerra, não há lado certo ou errado. Assim como às vezes não há vencedor. O que existe, de fato, são as pessoas que lutam e as consequências disso. Para a atriz, a produção mostra tudo o que tem que ser exibido, e assim provoca reflexões em quem assiste.

"Acho que é isso que o público gosta de ver. É uma situação complicada, e o Taylor conduz essa linha entre o real e a ficção com muita sensibilidade, permitindo que cada espectador tire as próprias conclusões sobre o que está acontecendo e como se sente em relação a isso. Afinal, os acontecimentos simplesmente estão ocorrendo, e ele escreve sobre eles", opina.

Os personagens no centro

A humanização dos personagens, apesar de serem soldados do mais alto escalão, faz com que o público se identifique com eles. O carisma de Bobby, Cruz (Laysla de Oliveira) e Joe (Zoe Saldaña) sensibilizam quem assiste.

"Acho que o mais interessante da série é que ela coloca o espectador dentro desses momentos, ao lado dos soldados. Espero que as pessoas consigam enxergar tudo pelos olhos deles, porque não existe apenas certo e errado. Às vezes, pessoas boas precisam fazer coisas ruins em nome de um bem maior", analisa Jill Wagner.

Em um momento de tensão no mundo, com guerras entre Estados Unidos e Irã e entre Ucrânia x Rússia, Lioness busca mostrar outro lado desses conflitos.

"Acho que esse é um ponto importante da série. Pode ser muito fácil olhar para esses personagens e dizer: 'Entraram lá e mataram um monte de inocentes'. Isso acontece em guerras o tempo todo. Não estou justificando nada disso, mas também não podemos responsabilizar apenas um indivíduo por tudo", diz a atriz e produtora.

"É preciso entender que existe uma missão, e essas pessoas estão tentando fazer o melhor que podem. Elas acreditam que estão agindo em prol de um bem maior para a humanidade. É uma discussão muito complexa, e o Taylor aborda isso de uma forma muito interessante", finaliza.


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