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K. C. COLLINS

Ator de RoboCop sente a pressão de levar franquia Law & Order para o Canadá

Divulgação/Universal+

Dois homens de terno e gravata posam com uma mulher de terninho entre eles; os três têm expressões concentradas

K. C. Collins (à esq.) com Kathleen Munroe e Aden Young em Law & Order Toronto: Criminal Intent

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 23/1/2026 - 16h00

A franquia Law & Order já rendeu sete séries situadas nos Estados Unidos, mas seu sucesso mundial inspirou produtores a promoverem adaptações locais na França, na Inglaterra, na Rússia e, mais recentemente, no Canadá. A pressão de fazer jus às atrações dos vizinhos do sul não passou batida para um dos astros de Law & Order Toronto: Criminal Intent, que estreia nesta sexta-feira (23) no Universal+.

"Quando eu consegui o papel, estava bem tranquilo. Mas quando comecei a gravar e vi o tamanho da produção, pensei: 'Uau, isso é de verdade, isso é grandioso, isso é mesmo Law & Order!' (risos)", admite K. C. Collins, que vive o promotor Theo Forrester, em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.

Não que Collins seja novato em superproduções: ele trabalhou na versão do cineasta brasileiro José Padilha para o clássico RoboCop, lançada em 2014 e com orçamento estimado em cerca de R$ 700 milhões. Mesmo assim, ficou surpreso com o que viu na Law & Order canadense.

"Achei que ia ser só mais um trabalho, que eu ia ser apenas um ator fazendo as coisas do meu jeito. E aí, conforme ia gravando e a estreia aqui no Canadá ia se aproximando, mais eu fui sentindo a pressão. Não tem como entrar em uma série de Law & Order e não pensar: 'Será que vamos estar à altura de todas as outras que já fizeram?'", admite o ator na conversa.

Na pele de um promotor, Collins complementa o trabalho dos detetives vividos por Aden Young e Kathleen Munroe. É um papel completamente diferente de tudo o que ele já havia feito, embora esteja prestes a completar 30 anos de carreira. "O meu objetivo enquanto ator é buscar coisas distintas. Eu e meus agentes tínhamos nos reunido para discutir o que viria em seguida, e alguém sugeriu um advogado. Não era o tipo de personagem que eu estava caçando ativamente, mas joguei para o universo e acabou acontecendo", lembra o ator.

As falas de Forrester, repletas de "juridiquês", porém, têm sido um desafio. "Eu já havia feito uma série médica [Saving Hope] e tinha um problema parecido. Você precisa entender aquele jargão, saber do que está falando. Eu fico com o dicionário sempre ao meu lado (risos), qualquer coisa dou uma olhadinha ali para verificar a definição de tudo", conta, bem-humorado.

"E, quando tenho tempo suficiente, também vou até nosso consultor jurídico para checar se entendi mesmo, para consultar até a pronúncia correta das palavras. Eu particularmente ainda acho os termos jurídicos mais fáceis do que os médicos, então isso tem sido bom. É uma loucura, mas é divertido. E você ganha educação de graça (risos)", valoriza Collins.

O ator também ressalta a importância de ser um ator negro na pele de um personagem que não cai em estereótipos raciais. "Eu já recusei muitos papéis, até alguns com pessoas muito importantes envolvidas atrás das câmeras, porque não quero mais dar um passo para trás na minha carreira. Você começa vivendo o gângster número 1 porque é o que te oferecem, mas agora entendo que tenho uma responsabilidade maior", discursa.

"Teria que ser um personagem muito especial, interessante e convincente para eu aceitar viver um bandido. Eu tenho um filho agora, entende? Eu preciso ser responsável com tudo o que faço. Entendo que tenho uma missão de nos representar de uma certa maneira, diferente da que já foi feita no passado."

A primeira temporada de Law & Order Toronto: Criminal Intent entra nesta sexta (23) no catálogo do Universal+, disponível pelas plataformas Prime Video, Claro TV+, Vivo Play,  Meli+ e UOL Play.


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