A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
DANIEL BLANCO
Divulgação/Netflix

Daniel Blanco interpreta Roberto Rivellino em Brasil 70: A Saga do Tri, série da Netflix
Intérprete de Roberto Rivellino em Brasil 70: A Saga do Tri, Daniel Blanco enfrentou uma verdadeira rotina de atleta para a nova série da Netflix. Com ensaios de jogada e treinos com especialistas, a empresa investiu na preparação do elenco para assegurar a reprodução mais fidedigna das performances da Copa do Mundo de 1970. "O futebol nunca foi retratado de forma tão boa, com tanta eficácia e naturalidade", defende o ator.
Segundo Blanco, a preparação durou um mês e meio. "Não era só o ensaio das jogadas, eram treinos de fundamento, de condicionamento físico, personal trainer em uma academia", relata ele, em entrevista ao Notícias da TV.
A habilidade com o futebol era um diferencial desde o início do processo. Blanco precisou enviar um vídeo jogando bola para a produção de elenco. O convite para um teste chegou meses depois.
"Fiz o teste de dramaturgia e passei para a próxima fase, que era o teste de futebol. Todos os atores tinham que fazer o mesmo circuito com um técnico contratado pela produtora", relembra o intérprete. "Eles foram muito criteriosos quanto às habilidades com a bola, com todos os atores. O ator precisava parecer com o jogador, atuar bem e precisava jogar bem."
A Netflix contratou a Sports on Screen, uma empresa do Reino Unido especializada em coreografia esportiva para produções audiovisuais. Todos os testes dos atores foram avaliados pela firma através de biomecânica, uma técnica que estuda a mecânica dos movimentos corporais e ajuda a medir o grau de semelhança com os atletas de verdade.
Eles levaram isso como um desafio, e a dedicação foi impressionante. [Tinha] A preocupação com os detalhes de cada jogada, porque são jogadas que a gente conhece de uma vida inteira, ainda mais quem é fanático por futebol. Nós tínhamos uma responsabilidade, não podíamos nos dar o luxo de não colocar cada detalhe daquela jogada, para ser uma experiência imersiva, junto com a caracterização.
Uma coincidência ajudou Blanco: assim como Rivellino, ele é canhoto. "Acho que isso foi um fator muito importante, porque tem muitas cenas dele batendo falta, driblando, dando o famoso elástico", cita.
A produção também disponibilizou nutricionistas, que prepararam uma dieta personalizada para cada ator, com o objetivo de que eles ficassem com o corpo mais parecido com os dos jogadores da época.
A dieta e uma mudança na rotina de treinos fizeram Blanco perder 5 quilos. "Parei de malhar superiores, mas continuei malhando perna todo dia. E os treinos de futebol eram um cardio que serviam diariamente para perder peso."
Blanco também tem um histórico de relação com o futebol. Antes de se apaixonar pelas artes, aos 14 anos, chegou a passar por uma "peneira" do Flamengo, processo seletivo em que os clubes avaliam novos talentos para as categorias de base. Ele foi dispensado no final da triagem.
"Senti que eu tinha mais uma romantização de ser jogador do Flamengo do que [a vontade de] ser um profissional do futebol. Era um sonho que levava a sério, mas dei uma amadurecida após a dispensa."
Blanco desistiu da carreira de jogador, mas não abandonou o futebol como hobby: "Continuei jogando com os amigos e gosto de jogar até hoje. Tenho muito carinho pela época em que eu jogava e, hoje, tenho minha peladinha uma vez por semana (risos)".
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