STEPHEN MADSEN
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Stephen Madsen vive Creticus em Spartacus: House of Ashur; gladiador tenta violentar novata
Mais de uma década depois do fim de Spartacus (2010-2013), a franquia está de volta com um novo capítulo, House of Ashur, que mostra uma realidade alternativa na qual Ashur (Nick E. Tarabay) não foi morto, mas sim ganhou poder político e agora gerencia a própria escola de gladiadores. Um dos lutadores que chama a atenção nos dois primeiros episódios é Creticus (Stephen Madsen), que mostra seu real caráter ao tentar violentar Achillia (Tenika Davis), a primeira gladiadora mulher da história.
Apesar de suas atitudes desprezíveis, o personagem é defendido de maneira veemente por seu intérprete. Para Stephen Madsen, conseguir entender e justificar cada passo de Creticus é um passo fundamental para poder trazê-lo à vida. "Como Stephen, eu fico triste por ele. Mas, quando assumo o personagem, eu procuro a ferocidade da situação em que ele vive", explica o ator australiano em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.
"Veja bem, ele é um escravo forçado a lutar por sua vida para entreter uma classe social que está acima dele e à qual ele nunca vai ter acesso. Se ele for o melhor gladiador, se conseguir sobreviver, o prêmio dele será prolongar a sua vida até a próxima luta. Existe uma chance pequena de conseguir um pouco de cidadania no futuro, mas só se ele triunfar o suficiente", ressalta.
"Então, há uma esperança mínima de escapar da violência de sua situação imediata, mas é algo extremamente competitivo, quase impossível de conseguir. Eu entrei nessa mentalidade de que a violência é uma parte enorme do mundo dele. É a única rota de fuga, e ele está em perigo mortal todos os dias da sua vida. Creticus não está preocupado em ser simpático com os outros, mas em sobreviver. É um instinto básico humano de 'o que eu preciso fazer para continuar vivo amanhã?'", provoca Madsen.
Ele faz algumas coisas na série que, se formos analisar sob uma ótica contemporânea, seriam imperdoáveis. Mas, se você buscar compreender o contexto em que ele vive, Creticus só está tentando sobreviver, e violência é a única estrutura moral que ele conhece. Hoje, ele seria considerado machista e sexualmente violento. Mas Creticus provavelmente foi vítima de abuso também, então tentei encará-lo como um sobrevivente e como alguém que não é compreendido por aqueles à sua volta.
Curiosamente, o caráter questionável do gladiador não tem sido exatamente um problema para seu intérprete no contato com o público. "Acho que os fãs de Spartacus gostam muito desses personagens ruins, de moral duvidosa. Todos os heróis da série são anti-heróis! É um programa que celebra a vilania, porque os vilões têm tanto potencial para surpreender nesse universo de conspirações e de disputas pelo poder", aponta ele.
"Acho que House of Ashur serve como um bom contraste para esses conteúdos de adoração dos heróis da Marvel e da DC que nós tivemos nos últimos anos. Spartacus é meio que o submundo sujo disso. É uma série que celebra os lados mais sombrios da natureza humana", crava o artista.
Antes mesmo de começar a gravar a nova Spartacus, Stephen Madsen e os outros gladiadores de House of Ashur encararam um treinamento intensivo para aprender a estrutura do combate. "Passamos um mês ensaiando as lutas, empunhando as armas, malhando para preparar o nosso corpo... Foram semanas regadas a muita testosterona para entender aquele mundo", lembra.
Todos os atores teriam dublês para as cenas mais perigosas, mas o intérprete de Creticus se saiu tão bem no treinamento que recebeu permissão dos produtores para atuar em todas as suas sequências. "Eu queria muito fazê-las, sou um ator muito físico, gosto de me desafiar. E acho que viram uma aptidão em mim e confiaram que eu seria capaz", orgulha-se o ator.
"Então, pude fazer as lutas, as quedas, as batalhas na areia. E a equipe é muito inteligente, porque, como a arena é toda na terra, eles escavavam partes do solo e esconderam colchões ali, com algumas polegadas de areia cobrindo, para amortecer as quedas. E aí você pode se jogar no chão sem problemas. É assustador para quem está vendo, mas é bem seguro para quem faz!", conta.
Mesmo com toda a segurança e os ensaios, o processo não era tranquilo. "Todo mundo ficava exausto! Eram longos dias lutando um com o outro, exigia muito fisicamente dos atores, e nós queríamos dar o máximo, para chegar no nível da série original ou até para tentar superá-la em alguns momentos. Havia essa energia de competição nos bastidores (risos)", entrega Madsen.
A primeira temporada de House of Ashur está disponível no streaming MGM+, e um novo episódio é lançado todo sábado. Os dois primeiros já estão na plataforma, e o terceiro entra no catálogo amanhã (13). Confira o trailer:
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