A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
DAVID DUCHOVNY
DIVULGAÇÃO/HISTORY

Astro de Arquivo X, David Duchovny é o apresentador do programa Arquivos Desclassificados
Mundialmente conhecido por seu trabalho na série Arquivo X (1993-2002; 2016-2018), o ator David Duchovny se tornou sinônimo de uma crença inabalável no inexplicável, já que o agente Fox Mulder defendia que "a verdade está lá fora". Na vida real, porém, o intérprete está mais para Dana Scully, sua parceira cética vivida por Gillian Anderson. "Eu acredito na ciência. A verdade está aqui dentro, em nós", sentencia.
Duchovny agora encara a apresentação do programa Arquivos Desclassificados, do canal pago History. Cada episódio da atração explora documentos oficiais do governo que já foram considerados confidenciais, mas se tornaram públicos depois de décadas em segredo.
"É lei governamental que alguns documentos passam a ser desclassificados com o tempo, normalmente depois que a maioria dos envolvidos já morreu. Eles se tornam públicos. Então, são documentos históricos reais, que registram feitos verdadeiros, que antes poderiam ser apenas rumores ou suspeitas e agora são confirmados. Não são teorias da conspiração, nem conjecturas. São autênticos, reais, e agora os apresentamos ao público", diz Duchovny em conversa com a imprensa da qual o Notícias da TV participou.
A insistência em termos como "reais" e "verdadeiros" não é gratuita. O ator faz questão de ressaltar que Arquivos Desclassificados não se rende a rumores ou invenções de pessoas com imaginação fértil. "Todos os casos abordados são reais, nenhum é fictício. São documentos governamentais verdadeiros que registram coisas que realmente aconteceram. Não são nenhum tipo de conspiração. É a história real, à qual finalmente temos acesso porque esses documentos foram desclassificados depois de vários anos", repete.
Duchovny entende, porém, que o papel mais famoso de sua carreira foi um dos atrativos para que o History lhe fizesse o convite para apresentar o programa. "Creio que meu vínculo com Arquivo X foi um dos motivos para terem pensado em mim. Mas a série era ficção, tudo era armado. [O criador] Chris Carter e os roteiristas poderiam se inspirar em histórias reais ou em mitos, mas criavam uma história incrível em cima disso. Não era baseado em fatos reais, mas na imaginação dos escritores", ele compara.
Questionado se prefere entender ou acreditar, ele não hesita. "Para mim, entender é mais importante. Acreditar não é tão relevante para mim. Porque a crença é um estado emocional; a compreensão é um estado cerebral. Não há argumentação que derrube uma crença, nenhum fato vai fazer a pessoa parar de acreditar no que ela acredita, e isso é algo inquietante. Por isso as crenças são tão poderosas, mas eu prefiro sempre entender."
O ator também apela para a razão quando a reportagem questiona como ele encontrou a sua faceta de apresentador. Afinal, ele construiu um personagem ou optou por usar o David Duchovny da vida real em um cenário roteirizado? "Acho que é uma versão de mim. Quando você atua, usa tons diferentes caso esteja em uma comédia, em um suspense, em um drama. Aqui também é assim, cada história tem a sua natureza e o seu tom", especula.
"E, nesse sentido, como o âncora do programa, sou eu quem guia o público pelas histórias contadas, dando o tom certo para cada uma delas. Então, acho que existe o personagem Apresentador, que não sou eu, mas, lá no fundo, sou eu, sim", finaliza.
O programa Arquivos Desclassificados com David Duchovny vai ao ar no History, todos os sábados, às 21h10. Confira o trailer da atração:
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