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KELLY FUZARO/HBO MAX

Lu Andrade, Aline Wirley, Fantine Thó e Karin Hils vão dar depoimentos sobre passado no Rouge
A HBO Max vai colocar sob os holofotes os bastidores conturbados de um dos maiores fenômenos musicais do Brasil nos anos 2000. A plataforma anunciou a produção de uma série documental inédita sobre o Rouge, que vai expor relatos íntimos de assédio, golpes financeiros, mentiras contratuais e a pressão extrema vivida pelas integrantes durante o auge do grupo. A produção está em fase de gravação e ainda não tem data de estreia definida.
O documentário reúne Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade, que irão contar, pela primeira vez de forma estruturada e sem filtros, a própria versão da história.
Li Martins também era integrante do grupo, mas não consta no anúncio da produção. A artista ainda lida com o luto pela morte trágica do marido, JP Mantovani (1979-2025).
A narrativa começa na formação do grupo no reality show Popstars (2002-2003), passa pelo sucesso estrondoso, pelas rupturas internas e pelo fim conturbado da banda, em 2006, até chegar às tentativas de reconciliação e releituras do passado quase duas décadas depois.
Dirigida por Tatiana Issa e produzida executivamente por ela e Guto Barra --dupla responsável por sucessos como Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez (2022) e Bateau Mouche: O Naufrágio da Justiça (2025)--, a série aposta em um olhar humano e investigativo. Ambos acumulam 12 indicações ao Emmy, com três vitórias, o que reforça o peso do projeto dentro do catálogo da HBO.
Formado em parceria com a Sony Music, o Rouge surgiu em um cenário dominado por grupos pop internacionais como Spice Girls, Destiny’s Child, Backstreet Boys e *NSYNC.
No Brasil, o impacto foi imediato: cerca de 6 milhões de discos vendidos, três discos de ouro, três de platina e um de platina dupla, além de turnês lotadas, campanhas publicitárias, produtos licenciados e presença constante na mídia.
Nos bastidores, porém, havia um cotidiano marcado por desgaste. Ao longo dos anos, as integrantes passaram a relatar conflitos internos, ausência de vínculo afetivo real e uma relação muito mais profissional do que fraterna.
Também vieram à tona denúncias de salários irrisórios em determinados períodos, contratos considerados abusivos e a sensação de serem tratadas como "produtos", sem voz criativa ou autonomia --o que fez o grupo rapidamente acabar.
A saída de Lu Andrade, em 2004, é um dos pontos centrais do documentário. A cantora já revelou ter enfrentado depressão e problemas de saúde, sem apoio suficiente naquele momento. Anos depois, as próprias integrantes reconheceram que todas estavam adoecidas emocionalmente pela pressão do sucesso precoce.
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