A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
BRENO DA MATTA
Reprodução/Instagram

Breno da Matta interpreta Amaral na série Tremembé; personagem retorna na segunda temporada
O ator Breno da Matta acredita que existe uma espécie de fetiche por parte do público em descobrir como é a vida dos criminosos após a saída da prisão. Em entrevista ao Notícias da TV, o artista, que retornará como Amaral na segunda temporada de Tremembé, adianta que, na nova fase da série, o jornalista será responsável por investigar a rotina dos ex-detentos.
"O Amaral volta em função de escrutinar um pouco a vida desses criminosos ao saírem da cadeia", inicia o ator. "Acho que faz parte desse fetiche das pessoas. Agora que o [Alexandre] Nardoni e a [Suzane von] Richthofen estão fora, o que esse povo faz da vida? O que pensam? Como lidam com a vida após terem cometido crimes hediondos?", provoca.
Para o artista, o estranhamento do público com figuras financeiramente estáveis e que se envolvem em crimes bárbaros ajuda a explicar a repercussão do projeto. "Por isso a série fez tanto sucesso e essas figuras continuam permeando o imaginário das pessoas. Principalmente, se você fala de pessoas que vêm de uma classe social mais abastada e que cometem esse tipo de crime", avalia.
Na primeira temporada, Amaral ajudou a viabilizar o lançamento do livro de Acir Filló (Marcos de Andrade), ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos condenado a quase 20 anos de cadeia por corrupção.
Embora a história tenha ganhado novos desdobramentos na vida real --com o sucesso da série, o político acionou a Justiça para tentar reverter a decisão que proibiu a circulação da obra--, Matta revela que o enredo não está presente na sequência da série. "Mas continua tendo a relação desse jornalista que fica investigando as vidas, tentando tirar alguma coisa", completa.
Logo depois de concluir as gravações de Tremembé, Matta deu início aos trabalhos em A Nobreza do Amor, atual folhetim das 18h da Globo. Ele aparecerá em breve na trama como o pianista Murilo Malta, um amor do passado de Maria Helena (Quitéria Kelly).
Questionado sobre como conciliar universos tão distintos em um curto período de tempo, o ator entrega que consegue "se desligar" fácil dos personagens. "Eu saio do set e dou uma desligada do personagem. Porque, senão, você vai ser absorvido."
No entanto, também admite que o fato de não estar diretamente envolvido nas tramas de crime é um facilitador. "Seria mais difícil o contrário: lidar com cenas de amor e, depois, com true crime", aponta.
"Parece paradoxal, mas como o Amaral não se envolve tanto com os crimes, e mais com as figuras, tem um lugar que exige menos de mim com relação aos sentimentos. Saí um pouco poupado para entrar em A Nobreza do Amor."
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