PASSOU?
Divulgação/HBO Max e FX

Patrick Schwarzenegger em The White Lotus e Jeremy Allen White em O Urso; queridinhas frustraram
O Emmy 2025 não apenas injetou sangue novo na lista de premiados, como também deixou claro que antigos queridinhos da Academia de Televisão não vão poder surfar em méritos passados se entregarem material de qualidade abaixo da esperada. Que o digam The White Lotus e O Urso. As duas fizeram sucesso nas premiações passadas, mas foram a grande frustração da cerimônia realizada no domingo (14).
A terceira temporada de The White Lotus parecia estar com tudo quando os indicados de 2025 foram anunciados, em 15 de julho. A criação de Mike White recebeu 23 nomeações, atrás apenas de Ruptura (27) e Pinguim (24).
O drama cômico ainda conseguiu a façanha de emplacar sete atores nas categorias de coadjuvantes: Walton Goggins, Jason Isaacs, Sam Rockwell, Carrie Coon, Parker Posey, Natasha Rothwell e Aimee Lou Wood.
Exatos dois meses depois, o panorama é bem diferente. The White Lotus recebeu apenas um prêmio, nas categorias técnicas apresentadas no Creative Arts Emmy. Para piorar a situação da série, a vitória foi para melhor tema de abertura, entregue justamente ao chileno Cristobal Tapia de Veer --que não voltará para o quarto ano depois de uma briga feia com Mike White.
O Urso teve um problema ainda maior: depois de muita discussão sobre a classificação da série culinária como uma comédia, a polêmica finalmente parece tê-la alcançado. Ela saiu do Emmy 2025 sem nenhuma estatueta, nem mesmo nas categorias técnicas.
E fica pior: seu recorde de comédia com mais vitórias em uma única temporada (11 no ano passado) foi superado pela novata O Estúdio, que levou nada menos do que 13 estatuetas para casa.
The White Lotus e O Urso não foram as únicas séries queridinhas dos votantes que deixaram a desejar. The Last of Us, que havia vencido oito categorias técnicas por sua primeira temporada, viu as 16 indicações deste ano se converterem em apenas uma vitória: edição de som para série de uma hora.
A antologia Monstros, indicada a 11 prêmios, venceu somente melhor edição. Já Black Mirror, com dez nomeações, saiu de mãos vazias. Assim como RuPaul's Drag Race, que deteve praticamente o monopólio das premiações de reality show na última década, mas perdeu nas oito categorias a que concorria --um desempenho um pouco menos vexaminoso do que o de 2024, quando foi derrotado em dez quesitos diferentes.
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