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Divulgação/HBO

Rhaenyra Targaryen (Emma D'Arcy) terá papel fundamental na nova fase de A Casa do Dragão
A terceira temporada de A Casa do Dragão estreia no próximo dia 21 com a tão esperada Batalha da Goela, que promete uma das maiores sequências de guerra já gravada para uma série de TV. Curiosamente, porém, o spin-off de Game of Thrones (2011-2019) vai entrar para o Guinness Book com um recorde violento, mas que nada tem a ver com o conflito em questão.
De acordo com o showrunner Ryan Condal, a produção quebrou o recorde de maior número de pessoas queimadas vivas em uma única tomada; foram 23 dublês de uma só vez, em uma cena que não faz parte da Batalha da Goela.
Além disso, ao longo da temporada, foram usados 350 litros de sangue falso e 3 milhões de litros de água. É uma produção grandiosa, com custos milionários para cada episódio --o que ajuda a explicar a demora entre uma leva de episódios e outra.
Só para a grande batalha, a equipe construiu dois tanques e três cenários de navios exclusivos, para culminar em uma batalha épica de 25 minutos. "A ambição de fazer isso em apenas uma hora de televisão, para mim, coloca o episódio na categoria de algo possivelmente mais insano já tentado na televisão. Estou muito orgulhoso do que conseguimos realizar", disse Condal.
O produtor ainda adiantou ao Deadline que a terceira temporada é como "o meio do caminho" da história --que vai chegar ao fim no quarto ano. "É o auge da crise, um ponto de onde não é mais possível retornar", cravou ele.
"Com isso, vem uma gravidade, uma tensão, uma escuridão. Talvez antes víssemos mais sinais de esperança de que as coisas não piorariam, mas agora acho que existe essa sensação de uma bola de neve rolando ladeira abaixo, uma sensação de inevitabilidade."
Envolvido com a pós-produção do terceiro ano e com os roteiros do quarto, Condal ainda não teve tempo para fazer um balanço de sua trajetória à frente de A Casa do Dragão. "Sou do tipo que acredita que 'tudo que é bom tem um final'", discursou ele. "Ainda não sei o que vou sentir porque, no momento, a série está quase como uma cobra mordendo o próprio rabo; raramente conseguimos fazer uma coisa só."
O showrunner não vai encerrar seus laços com a HBO quando entregar o último episódio da série: ele assinou um contrato de exclusividade com o canal premium que é válido até 2029. Mas o próprio Condal não sabe se seu próximo projeto também terá relação com Game of Thrones. "Tudo é possível, mas acho que já disse tudo o que tinha para dizer sobre Westeros", cravou.
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