A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
NO THE VOICE
ROGÉRIO PALLATTA/SBT

Paulo Ricardo em foto de divulgação do The Voice Brasil no SBT; programa estreia neste domingo
Em meio a colegas do sertanejo e do pagode, Paulo Ricardo é o baluarte do rock no The Voice Brasil, que estreia sua segunda temporada no SBT neste domingo (27), às 18h. Após uma edição inicial sem nenhum roqueiro, o ex-vocalista do RPM chega para reafirmar que o gênero segue vivo. Mais do que isso, que o rock continua como um balizador da cultura popular.
"O rock vai muito bem! O rock permanece, ele se infiltrou na vida das pessoas, na música e na cultura de uma forma irreversível, inexorável, e sempre vêm coisas novas", disse Paulo Ricardo na apresentação do reality à imprensa, evento do qual o Notícias da TV participou.
O jurado admitiu que o gênero perdeu espaço na mídia, e atribuiu isso à crescente de outros ritmos. "Com a pulverização, não existe mais aquela tendência hegemônica. A gente tem uma força muito grande no Brasil. Somos um dos países que mais consome a própria música, e os movimentos mais populares são justamente o sertanejo, o pagode, o samba, a música brasileira."
Embora não esteja mais no topo das paradas, o rock encontra seu valor em outros aspectos da nossa vida, segundo Paulo Ricardo:
O rock não é apenas um gênero musical. O rock é atitude, é um estilo, é um movimento cultural fortíssimo que se espalha em tudo: na cultura, na moda, na literatura, no cinema. Você vê claramente a influência no pop, no sertanejo. Então, o rock sempre vai estar ali, e essa renovação acontece.
O cantor justifica isso com o próprio repertório, e cita o novo single Sangue Bom, feat com Seu Jorge. "Ele é meu amigo de muitos anos. E, aparentemente, não somos da mesma coisa. E eu não sei dizer se é rock ou se tem um toque de samba, e ficou uma coisa nova", afirmou.
De volta a um reality show após ser jurado do SuperStar (2014-2016) e participar do Popstar (2017-2019), Paulo Ricardo comemora a onda roqueira no The Voice do SBT. "[Tem] Muito rock. Eu fiquei surpreso!", disse.
O cantor esperava uma prevalência de artistas de ritmos brasileiros por se tratar de uma competição de vozes. Para ele, um programa como o SuperStar privilegiava mais o rock por trabalhar com bandas. Mas, depois de poucas gravações, ele viu que estava enganado.
"Basta que o holofote procure o rock que ele vai estar lá. Tem representantes ali. Normalmente, a mídia dá mais visibilidade para quem tem os números maiores. Mas isso não significa que o ecossistema não permita que todos os gêneros convivam em harmonia", defendeu.
"E tem ciclos, né? A gente fala: 'Tem o que está na moda e vai'. Mas tem espaço para todos os ritmos na música", arrematou.
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