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LOUCURA, CHICLETE E SOM

Para Bhelchi, a insegurança é uma velha roupa que já não serve mais após Drag Race

REPRODUÇÃO/WOW PRESENTS PLUS

Belchi aparece na passarela com um look exuberante em azul e prata. O figurino, feito com paetês brilhantes, tem corpete estruturado, detalhes volumosos e pedras reluzentes no centro. Um laço gigante cobre sua cabeça como acessório principal

Belchi com um do figurinhos que costurou em Drag Race Brasil: uma das favoritas dos fãs

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 19/9/2025 - 11h00

Bhelchi admite que chegou ao Drag Race Brasil 2 como uma "ilustre desconhecida" no meio artístico. Com todos os figurinos feitos em casa, ela mergulhou de cabeça na disputa. Não levou a coroa, mas saiu com uma certeza: a de que a insegurança --parafraseando Belchior (1946-2017), inspiração para o seu nome artístico-- é apenas uma "velha roupa que já não nos serve mais".

"Curiosamente, nasci em 6 de maio, dia da coragem, então às vezes, mesmo com medo ou incertezas, eu sigo em frente e tento dar o meu melhor. Tinha certeza que era uma chance de mostrar meu trabalho e ter oportunidades que muitas vezes foram negadas", conta ela, em entrevista ao Notícias da TV.

Em poucos episódios, Bhelchi conseguiu chamar a atenção não só do público, mas também dos jurados. Ela ganhou desafios, foi elogiada, mas acabou tropeçando na semifinal --isso, claro, após pensar em jogar tudo para o alto.

"Em São Paulo, a gente trabalha muito para ter o mínimo. É tanta coisa que muitas vezes passamos por cima até dos nossos sentimentos. Eu sempre me cobrei muito, estar no programa é maravilhoso, porém, é uma pressão gigantesca. Depois de anos da minha vida cuidando de alunos, casa, família, estava fazendo algo por mim; então, não tive medo de viver, de me apegar e de me emocionar", lembra.

Bhelchi, que também é professor de dança, foi responsável pela confecção de todos os figurinos que usou na runway:

Eu sou um pedaço do povo, da grande maioria da população que não tem acesso a muita coisa, então estar na maior plataforma drag do mundo, com figurinos que fiz em casa, não só gerou uma identificação como também encorajou as pessoas a acreditarem nos seus sonhos.

"Ainda existe muita gente que tenta colocar drag em caixas e padrões, porém fui para mostrar minha drag, minha história. Mostrei o ônibus do meu bairro, a cantora que sempre escuto, Carnaval, balé, e até a maçã do amor, que é algo muito de periferia, o carro que passava trocando por panela velha. Nossa história quem tem que contar é a gente", finaliza.


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