DESANDOU
Melissa Haidar/Band

Márcia Goldschmidt foi eliminada do MasterChef Celebridades na última terça (2); reality não decolou
Quando a Band decidiu produzir uma versão brasileira do MasterChef, que já era sucesso em outros países, parecia ter encontrado sua galinha dos ovos de ouro. O reality com frequência chegava a roubar a liderança da Globo, os jurados Erick Jacquin, Henrique Fogaça e Paola Carosella viraram nomes conhecidos em todo o país, e os acontecimentos do programa eram o tema das conversas no dia seguinte à exibição.
Mas até o melhor estrogonofe do mundo enjoa se a mesma receita é servida todos os dias, e a emissora da família Saad tem espremido o formato até a última gota, sem dar um respiro para o público. O resultado? Mesmo com bons elencos, escolhidos a dedo para causar e gerar entretenimento na televisão, as temporadas recentes da competição não empolgam mais.
Mais recente spin-off do formato, o MasterChef Celebridades tem deixado a desejar na audiência até mesmo para os padrões atuais da Band. E isso apesar de a lista de famosos escolhidos para cozinhar contar com nomes mais conhecidos do grande público do que as subcelebridades de A Fazenda e até alguns que já passaram pelo Camarote do BBB.
Márcia Goldschmidt, Rachel Sheherazade, Luciano Szafir, Valesca Popozuda, Leonardo Miggiorin e Maurren Maggi são apenas alguns dos famosos que aceitaram se arriscar na cozinha (com diferentes níveis de desempenho) diante dos olhares julgadores de Jacquin, Fogaça e Helena Rizzo.
De acordo com dados da Kantar Ibope referentes ao PNT (Painel Nacional de Televisão), que considera as 15 principais regiões metropolitanas do Brasil, o programa não apareceu sequer no Top 10 de mais vistos da emissora em suas duas primeiras semanas --os números do episódio da última terça (2) só serão computados na próxima quarta (10).
O capítulo de estreia do MasterChef Celebridades, por exemplo, marcou 0,9 ponto no PNT, índice insuficiente para colocá-lo entre os dez mais assistidos da emissora entre 17 e 23 de novembro.
Ficou atrás do Jornal da Band (2,0), do Jogo Aberto (1,2), das edições do Brasil Urgente nacional (1,2) e local (1,2), do Brasil Urgente local exibido no sábado (1,2), da novela turca Cruel Istambul (1,1), do Perrengue na Band (1,1), do especial Natal para o Bem (1,1), do Brasil Urgente nacional de sábado (1,0) e até do Sabadão de Todos (0,9).
Na semana seguinte, o episódio que eliminou o ator Leonardo Miggiorin também ficou de fora do Top 10. Perdeu para o Jornal da Band (1,9), o Brasil Urgente nacional (1,3), o Grande Prêmio do Qatar (1,2), a novela Cruel Istambul (1,2), o Perrengue na Band (1,2), o Jogo Aberto (1,2), o pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (1,1), as lutas de MMA (1,), o Apito Final (0,9) e, novamente, o Sabadão de Todos (0,9).
Isso deveria ser mais do que um mero sinal de alerta para a Band: é um alarme vermelho, um indício de que chegou a hora de parar tudo, repensar a estratégia e reconfigurar a programação antes que a receita não tenha mais salvação.
Afinal, o programa até pode ter bom faturamento e ajudar nas receitas da emissora, mas será que os anunciantes vão querer continuar pagando para aparecer em um programa que não é visto? Ou a direção acredita mesmo que o desempenho no YouTube será suficiente para manter seus patrocinadores?
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