A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
MARIANA BERNARDINO
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Mariana Bernardino em registro no Instagram; a trancista participou do reality Casa do Patrão
Participante da primeira temporada da Casa do Patrão, Mariana Bernardino admite que o reality não repercutiu da maneira como ela e outros confinados esperavam. Apesar disso, a trancista faz questão de defender a dinâmica do programa e afirma que até toparia voltar para o jogo. "Eu achei muito legal. Acho que poderia ter tido uma repercussão maior", avalia.
Em entrevista exclusiva ao Notícias da TV, a jovem fala sobre a experiência no confinamento e revela como tem sido a rotina após deixar o reality da Record.
"Achei muito divertido, porque eu sempre gostei de reality, mas não era meu sonho [participar]. Sempre gostei muito de assistir. Como sempre acompanhei as entrevistas de ex-participantes [de outros programas do gênero], vi o quanto era difícil", diz.
"A minha irmã, que, na verdade, sempre sonhou em entrar. Mas quando eu soube da Casa do Patrão, eu gostei da dinâmica. Acho que o nome me chamou a atenção também, porque eu tenho salão [de beleza], então, eu sou patroa, né? (risos). Eu fui lá, me inscrevi. Quando passei pelo processo seletivo, foi mais pela diversão mesmo, de poder estar nesse tipo de processo. Eu não achei que, de fato, iria entrar."
Mariana explica que, além do prêmio em dinheiro, decidiu participar do programa pensando também no retorno profissional que poderia conseguir. A realidade, no entanto, foi bem diferente:
Eu imaginei que entrando no reality, mesmo se eu não ganhasse o prêmio, eu poderia elevar o nível do meu salão, conseguir mais clientes e um reconhecimento para o meu trabalho.
"Agora que já faz um pouco mais de um mês que terminou o reality, eu tenho voltado à minha rotina normal, pois o programa não teve a visibilidade que a gente achou que teria. Quando a gente saiu, não apareceram muitos trabalhos. Todo mundo teve que voltar ao que já fazia. E eu tenho o meu salão, então voltei a atender", continua.
Após deixar o confinamento, Mariana participou de uma campanha publicitária de uma grande rede de fast-food em parceria com uma empresa de análise de crédito. Ela destaca a alegria de ter sido uma das três participantes escolhidas para a ação --Nikita Salvador e Thiago Monteiro foram os outros dois.
"Foi muito legal, ainda mais por eu ter sido uma das escolhidas. Ninguém mais fez a publi, o que eu considero bem triste, porque a gente viu que ninguém conseguiu a mesma oportunidade", lamenta.
Apesar da experiência positiva, a trancista admite que tinha outras expectativas em relação às oportunidades que poderiam surgir fora do confinamento:
A gente achou que essa publi ia abrir portas para que outras empresas chamassem a gente também, ou até mesmo para que chamassem os outros participantes, mas não foi isso que aconteceu, pelo menos não até agora. E essa publi acabou não dando o retorno que a gente queria também, aquilo que a gente achou que teria. E o programa também não teve um retorno financeiro, acredito que só para quem esteve na final.
"Antes mesmo de entrar na Casa do Patrão, eu já imaginava que o reality não seria tão grande quanto os outros. O BBB é um reality que todo mundo já sabe a data que vai começar, assim como A Fazenda. Só que, mesmo imaginando que a Casa do Patrão não chegaria a esse nível agora, principalmente por ser a primeira edição, eu achei que poderia repercutir um pouco mais", confessa.
Para a profissional de beleza, é natural que exista um sentimento de frustração entre os ex-participantes, afinal, todos acreditavam que o projeto idealizado por Boninho tinha tudo para dar certo.
Mesmo não esperando muito, acho que foi menos ainda do que eu esperava, muito menos. Isso foi algo que me pegou de surpresa. Acabou sendo ruim para todo mundo que participou, porque todo mundo deixou as suas vidas para trás para poder entrar no reality e mudar de vida de alguma forma.
"Querendo ou não, a gente estava em rede nacional. A gente achou que, de fato, poderia ser algo maior do que foi. E aí, quando a gente sai, a gente acaba tendo essa decepção do tipo: 'Poxa, eu vou ter que voltar ao que já era antes'. É como se a gente tivesse perdido um pouco do nosso tempo", explica.
Apesar de admitir o sentimento de decepção, Mariana defende a dinâmica da Casa do Patrão e acredita que o reality show não foi um fracasso completo, como muitos dizem.
"Não me incomoda que as pessoas falem que o reality flopou. Até porque não é mentira, né? De fato, não teve essa repercussão. Mas eu moro aqui em Madureira [zona norte do Rio], e toda vez que eu saio na rua, alguém me para, pede foto, me reconhece. Alcançou muito mais o pessoal do sofá, a galera que assiste à TV ali, mas não alcançou tanto as pessoas da internet", opina.
Não acho que o elenco era ruim ou que o programa foi ruim. Aconteceram coisas muito boas lá, enredos muito bons, que talvez não tenham sido mostrados da forma correta aqui fora para o público ou, às vezes, nem tenham sido mostrados.
Questionada sobre a possibilidade de participar de um novo desafio do gênero, a trancista já tem uma resposta certa. "Sim, eu participaria de outro reality e até mesmo se tivesse uma outra Casa do Patrão, eu voltaria", revela.
"Eu iria! Gosto muito da dinâmica da Casa do Patrão. Eu achei muito legal, muito divertida. E, como eu falei antes, eu acho que poderia ter tido uma repercussão maior. O programa teve histórias muito boas, e a dinâmica era muito legal", valoriza a ex-confinada.
"Gostei muito da experiência de participar de um reality show, porque é algo muito único na nossa vida. Não é todo mundo que vai participar de um. Então, é uma experiência muito, muito única", finaliza.
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