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37 ANOS DE CARREIRA

Deborah Secco sai do flerte e se joga em Terceira Metade: 'Cansada de dominar'

RAUL BITTENCOURT/TV GLOBO

Deborah Secco posa durante lançamento do reality show Terceira Metade, do Globoplay

A apresentadora Deborah Secco durante lançamento do reality show Terceira Metade, do Globoplay

MÁRCIA PEREIRA, colunista

marcia@noticiasdatv.com

Publicado em 24/7/2025 - 21h00

Deborah Secco estreia para valer como apresentadora no reality Terceira Metade, do Globoplay, que aborda o amor sob novas perspectivas. Longe dos personagens da ficção, a atriz se entrega a um papel diferente: o de mediadora de casais que buscam expandir suas relações com uma terceira pessoa no relacionamento. Ela afirma que é parcial porque se envolve como espectadora também e que esse trabalho vem de um flerte que começou há dez anos, quando estava grávida e fez um projeto em que entrevistava celebridades.

"Eu tenho ficado um pouco cansada de dominar muito as coisas, sabe? Na atuação, tecnicamente, eu domino muito tudo aquilo. São muitos anos fazendo a mesma coisa. Então, me causa essa vulnerabilidade absoluta apresentar. É quase um precipício. E é isso que tem me atraído hoje. Eu não quero mais só acertar, eu quero me colocar vulnerável", diz.

Apesar dos 37 anos de carreira como atriz, Deborah afirma que apresentar um reality é algo completamente novo para ela. "Hoje sou atriz, empresária, apresentadora… E isso tem me feito acordar mais disposta", ela declara.

A proposta do Terceira Metade vai além do entretenimento. A cada episódio, casais e solteiros vivem experiências afetivas em uma mansão à beira-mar na Bahia. Todos são acompanhados por Deborah e pela psicanalista Regina Navarro Lins. 

Por causa da convivência intensa, Deborah afirma que se envolveu profundamente com os participantes. "Fui uma apresentadora parcial, digamos assim. Eu me envolvia, chorava na despedida, me emocionava. Fui uma espectadora com o microfone na mão", confessa.

Como dar certo no amor

Ao mergulhar nas histórias dos casais, Deborah também encarou reflexões profundas sobre o amor. "Na poligamia, não existe uma única forma de amar. Cada um cria a sua. Foi o que mais me surpreendeu", comenta.

A experiência fez com que ela repensasse até a sua vida amorosa. "Eu vivo uma relação monogâmica por escolha. Não acredito nessa monogamia social imposta. Isso está falido."

A atriz defende que o sucesso de uma relação está na honestidade. "A gente precisa combinar, se ouvir, se respeitar. Dar certo não é durar para sempre. Dar certo é ser feliz hoje. Amanhã a gente recombina. Sem ser honesto, não dá certo. Com combinados, tudo pode funcionar", opina.

Reflexões pessoais

Durante a condução do reality, Deborah também pensou sobre as próprias relações. Quando questionada se alguma história de seu passado teria dado certo com uma "terceira metade", ela responde com franqueza. "Acho que não. Se não estava me fazendo feliz, eu troquei. E é isso que ensino à minha filha: não está feliz, troca. A gente só tem o compromisso de ser feliz."

Mesmo encantada com o conceito de poliamor, a atriz confessa que ainda não se vê em uma relação a três. "Eu sou bem independente. Durante o programa, pensei nessa dinâmica, mas me dei conta de que já é tão difícil a dois... Imagina a três?"

O futuro das relações

Deborah acredita que o amor está mudando --e para melhor. "A geração da minha filha já é mais fluida, já vê a sexualidade de maneira muito mais natural. Tomara que, no futuro, a forma como a gente ama não importe para mais ninguém, além das pessoas envolvidas."

Ao lado de Regina Navarro Lins, ela aprendeu a olhar com mais empatia para as relações. "Esse formato é mutante. São os corajosos que dão os primeiros passos. Que a gente se respeite, que a gente se olhe com empatia. Eu só espero que cada vez mais pessoas tenham coragem de amar do seu jeito."

Terceira Metade tem 10 episódios, que entram no ar no Globoplay em blocos semanais: três estrearam no último dia 19, quatro chegam à plataforma nesta sexta-feira (25) e os últimos em 1º de agosto.


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