A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
QUEEN OF THE NORTH
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
Uma das drag queens mais bem-sucedidas de toda a franquia Drag Race, Brooke Lynn Hytes provou que não precisa de uma coroa para reinar. Vice-campeã da 11ª temporada da versão norte-americana, ela revela ter uma única condição para retornar ao jogo: uma edição especial reunindo apenas as apresentadoras dos spin-offs internacionais, já que comanda a versão canadense do reality.
"Talvez um dia, se eles fizerem uma temporada divertida só com as apresentadoras, eu possa até topar. Mas, no momento, eu tenho o Drag Race Canadá, que me mantém muito ocupada. Estou bem onde estou", revela ela, que é uma das atrações do Realness Festival, que acontece no próximo dia 29 em São Paulo, em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.
E Brooke tem motivos de sobra para se orgulhar da versão canadense. Uma das mais queridas pelos fãs, a atração já soma seis temporadas regulares e uma edição All Stars, ficando atrás em longevidade apenas da original norte-americana e da franquia britânica --ambas comandadas pela própria RuPaul.
Acho que os fãs gostam tanto da gente porque estamos sempre dispostos a testar coisas novas, mudar um pouco as regras do jogo para manter o interesse. E também por termos trazido Jimbo e Priyanka [drags canadenses que foram coroadas pelo programa] para o All Stars. Os espectadores sempre pediram para que as drags fossem julgadas por outras queens. Faz todo o sentido, sabe?
A primeira edição All Stars, que chegou ao fim há duas semanas e foi vencida por Aurora Matrix, está entre as mais bem avaliadas da franquia no IMDB. Para Brooke, o maior desafio foi julgar as participantes que toparam voltar para disputar mais uma vez a coroa, já que o nível foi bem acima da média.
Todas passaram por um glow up [aperfeiçoamento, em inglês], mas não acho mais desafiador. É até mais fácil, porque as participantes sabem o que estão fazendo, estão mais confortáveis, estão se divertindo mais. Essa é a fórmula perfeita para um programa de TV.
Brooke faz questão de lembrar que, apesar de não ter ganhado a sua edição de Drag Race, foi Miss Continental --um dos títulos mais importante entre todos os concursos de drag queen na América do Norte-- em 2014. Por isso, ela sabe bem que coroas são importantes, mas não determinantes na carreira.
"Honestamente, vencer é maravilhoso, esse é todo o objetivo do programa, e você deve ir para lá e tentar ao máximo ganhar o dinheiro e a coroa. Mas também percebi que estar no reality já é uma vitória. É o que eu sempre digo para as meninas", inicia.
"A visibilidade que você ganha, a plataforma que você conquista por estar em Drag Race é a vitória. Há tantas queens que participaram do programa, não venceram ou nem chegaram perto de vencer, mas são algumas das queens de maior sucesso da franquia. O que importa é se os fãs se conectam com você e se gostam de você", finaliza.
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