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DO MONTANDO A BANDA

Após 'banho-maria' forçado pela Netflix, Midnight Til Morning faz show no Brasil

Divulgação

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 17/4/2026 - 10h00

Formado na primeira temporada do reality Montando a Banda, da Netflix, o Midnight Til Morning precisou esperar quase dois anos para realizar o sonho de se apresentar no Brasil. É que o quarteto, apesar de ter se reunido durante as gravações do programa, realizadas ainda em 2024, ficou em "banho-maria" até o lançamento da competição musical no streaming, em julho do ano passado.

"Foi bem difícil", admite Mason Watts em conversa exclusiva com o Notícias da TV, ao ser questionado sobre o ano que os membros da banda passaram trabalhando na surdina, sem sequer poderem ser fotografados juntos. "Por sorte, ninguém sabia quem nós éramos, então dava para ir a alguns lugares em segredo. Só não podíamos postar nada nas redes sociais, é claro."

"Mas ficamos trabalhando juntos o tempo todo. O ano inteiro nós estávamos no estúdio, compondo músicas e gravando clipes, deixando tudo pronto para a turnê. Assim, quando a série fosse lançada, a gente poderia já arrebentar tudo logo de cara", continua o australiano. "Então, foi um ano difícil porque não podíamos postar nada, mas no geral somos muito gratos por esse tempo, porque pudemos nos preparar para o que viria."

A vitrine na Netflix transformou os quatro rapazes em ídolos do dia para a noite, com espectadores do mundo todo palpitando sobre a vida deles --em especial, sobre o affair de Conor Smith com Alison Ogden, integrante do Sweet Seduction, trio que se separou logo depois das gravações. O futuro do Midnight Til Morning também virou alvo de muitas especulações virtuais depois de o músico trocar ensaios com os colegas por noitadas com a moça.

O próprio Conor faz questão de assegurar que não há nenhum drama na banda e que a fama repentina nem trouxe tantas coisas negativas assim. "Não sei se pegamos nada tão ruim, para ser sincero. Acho que a fama hoje em dia é bem diferente de como era nos 2000 ou 2010. Os fãs sempre perguntam se podem tirar uma foto, se podem nos abraçar ou coisas assim. Então, no geral, tem sido uma experiência ótima", ele minimiza, preferindo focar no positivo:

Nós falamos muito sobre como seria difícil passar por tudo isso sozinhos. Então, acho que somos sortudos de termos uns aos outros e também termos uma equipe que nos preparou muito para o que estava por vir. E, mesmo assim, foi algo que nos pegou de surpresa. Os fãs são... Uau! Nós os amamos muito!

Por falar em fãs, a euforia dos brasileiros pelo Midnight Til Morning desde que o Montando a Banda estreou não passou despercebida pelo quarteto. Foi por isso que eles fizeram questão de incluir o país na sua primeira turnê mundial. "É tanta paixão que a gente teve que vir. Recebemos muitas mensagens do Brasil e, em todos os nossos shows até agora, pelo menos um fã brasileiro voou até lá só para nos ver. O apoio e o amor que vocês demonstraram fizeram com que a gente viesse", aponta Zach Newbould.

Como é a primeira passagem dos quatro pelo Brasil, eles admitem que estão ansiosos para cumprir alguns ritos de passagem. Mason, por exemplo, quer provar a comida local --"ouvi dizer que vocês têm um churrasco muito bom", ele diz--, enquanto Conor lamenta não ter vindo em fevereiro. "Queria ir para o Carnaval. Vou perder a festa, mas sinto que São Paulo vai levá-la até a gente."

O contato com os fãs, afinal, é um ingrediente fundamental para que os quatro aguentem o ritmo acelerado (e puxado) de uma turnê. "Acho que a nossa parte favorita é poder conhecer os fãs, ver a paixão deles pelo que fazemos na vida real é o que nos faz continuar. Estamos na estrada há vários meses, e é algo que nos dá energia e nos inspira a compartilhar mais. Toda noite que subimos no palco, temos esses fãs incríveis que estão gritando nossas letras. É algo viciante, de verdade. Você não quer parar de fazer", admite Mason.

O show do Midnight Til Morning acontece neste sábado (18), no Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 - Liberdade), em São Paulo, a partir das 21h --o espaço abre as portas às 19h30. Os ingressos custam de R$ 235 (meia-entrada para a pista) a R$ 560 (experiência VIP com entrada antecipada) e podem ser adquiridos na plataforma LivePass.

Quem for à apresentação vai conferir um repertório variado. "Equilibramos bem o show. Tocamos muitas músicas nossas, algumas coisas que nem foram lançadas, e aí colocamos uma ou duas músicas que tocamos no programa", adianta Zach. "Nós gostamos de fazer uma mistura de tudo! Queremos chegar ao máximo de fãs que pudermos", arremata Mason.


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