A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
COPA DO MUNDO
Divulgação/TV Globo

Luciano Huck aposta em Virginia Fonseca para bombar o Domingão com Huck durante a Copa
Virginia Fonseca foi escalada para um quadro especial no Domingão com Huck durante a Copa do Mundo. O anúncio, como tudo que a cerca, vem acompanhado de uma grande onda de rejeição. No entanto, o debate parece focar demais na influenciadora e ignorar a tendência da Globo em buscar o engajamento dessas webcelebridades.
A iniciativa partiu do próprio Luciano Huck, que tem estreitado os laços com Virginia e até a utiliza como "guru" para uma presença mais ativa nas redes.
O convite a Virginia rendeu protestos da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e de profissionais famosos, como Juca Kfouri. Houve um ruído na divulgação que fez muita gente acreditar que ela participaria de uma cobertura esportiva, mas se trata de um quadro de entretenimento dentro do dominical.
Mesmo dentro dos recortes corretos, os debates ainda são pertinentes, mas as disputas de narrativa nas redes sociais, nas quais há muitas brigas para defender um lado e sobra pouco espaço para trocas, colocam Virginia no centro das críticas e poupam os verdadeiros responsáveis.
No caso de Virginia, a insistência é de Huck. Mas também já foi de Boninho com o infame Casa Kalimann (2021) ou de Ricardo Waddington e Gloria Perez com a escalação de Jade Picon em um papel na novela Travessia (2022).
Não se trata de defender a escolha de Virginia. A implicância de parte do público é compreensível. Apesar de sua presença na CPI das Bets tê-la transformado em uma espécie de rainha das casas de aposta, a lista de acontecimentos que pôs em xeque sua credibilidade é enorme --de propaganda de produtos fraudulentos ao recente vídeo, no mínimo, irresponsável com um macaco.
A problemática é reduzir debates tão importantes a uma manifestação de "ranço" contra Virginia e deixar essas mesmas discussões morrerem assim que a poeira baixar. Se a empresária rejeitasse o convite, não faltariam nomes para substituí-la. A aproximação de Huck com Nicole Bahls ou Alvaro Xaro, por exemplo, poderia colocar um dos dois na mesma posição.
Os 56,6 milhões de seguidores que alçaram Virginia recentemente ao posto de segunda brasileira mais seguida no Instagram chamam a atenção e parecem um indicativo de um reflexo na audiência, mas escondem um paradoxo: ela ainda é uma personalidade nichada.
Sua performance online, com uma série de vídeos de, no máximo, 1 minuto cada ao longo do dia, não supre as demandas da TV aberta e a massa que a acompanha na web não parece ávida por algo além disso. O Sabadou com Virginia (2024-2026) trouxe números animadores para os padrões do SBT, mas ainda foram aquém do frisson que a influenciadora causa nas redes sociais.
Por isso, a situação cobra que a Globo avalie a insistência em tentar uma bem-sucedida migração do público da internet para sua programação.
No que se refere à repercussão, a participação de Virginia já pode ser considerada um sucesso, pois domina as redes sociais há duas semanas e vai ser assunto enquanto ela estiver no ar. Mas a Globo é (ou deveria ser) grande demais para se contentar com um "fale bem, fale mal, mas fale de mim".
© 2026 Notícias da TV | Proibida a reprodução
Mais lidas
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.