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LINHAGEM DE TRAIDORES

Vilão de A Nobreza do Amor poderia estar facilmente todo dia no Jornal Nacional

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Homem negro com barba e tranças olha à frente; usa adornos dourados e segura uma lança brilhante diante de um céu claro.

Jendal (Lázaro Ramos) em A Nobreza do Amor: vilão com ecos no passado e no presente do Brasil

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 17/3/2026 - 6h10

O telespectador que sintoniza a Globo na faixa das 18h agora se depara com um político habilidoso, com muita lábia, capaz de trair a própria pátria em prol de interesses pessoais e de nações estrangeiras. A descrição poderia facilmente ser de protagonistas de uma notícia do Jornal Nacional, mas se refere ao Jendal (Lázaro Ramos) de A Nobreza do Amor.

A nova novela das seis é ambientada nos anos 1920, mas já dá indícios de que não pretende ignorar o Brasil de hoje. O marido de Taís Araujo ganhou um vilão potente nas mãos, construído a partir de um arquétipo caro à história e à política do país: o do traidor.

Apesar de ser o primeiro-ministro de um reino distante --ou nem tanto assim--, Jendal parece integrar uma longa linhagem de traidores que atravessa a história do país. Ela começa na Inconfidência Mineira, com Joaquim Silvério dos Reis (1756-1819), passa pela invasão holandesa em Pernambuco com Domingos Fernandes Calabar (1609-1635) e chega aos dias atuais, quando há até deputado eleito pelo povo celebrando as taxas do presidente norte-americano, Donald Trump, contra o Brasil.

Os primeiros capítulos mostram o antagonista se aliando a representantes do Império Britânico, de olho em jazidas de tungstênio, disposto a vender o próprio país para chegar ao trono. Se alguns termos forem trocados --tungstênio por terras raras, Império Britânico por Estados Unidos--, a trama poderia muito bem soar como uma notícia narrada por César Tralli.

Os autores Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr têm um prato cheio em mãos. Ao criar um vilão assumidamente traidor, ganham liberdade para levá-lo aonde quiserem na trama. 

O público já parte do princípio de que ele é capaz de tudo --mais do que apenas não confiável--, o que abre espaço para maldades mais pesadas do que o horário normalmente permitiria em outras circunstâncias.

Eles ainda contam com a colaboração de Alessandro Marson, que assinou, ao lado de Thereza Falcão, as novelas Novo Mundo (2017) e Nos Tempos do Imperador (2021). Ambas traziam cutucadas na política contemporânea,  especialmente à família Bolsonaro. Uma pimenta que pode dar ainda mais sabor ao caldo de A Nobreza do Amor.

Leia também -> Resumos dos próximos capítulos de A Nobreza do Amor.

A Nobreza do Amor tem como protagonistas a princesa africana Alika, interpretada por Duda Santos, e o trabalhador brasileiro Tonho, vivido por Ronald Sotto. A trama conta com a direção artística de Gustavo Fernandez
e é ambientada na década de 1920.

A história se desenvolve em dois universos fictícios: o reino de Batanga, na costa ocidental da África, e a cidade de Barro Preto, localizada no interior do Rio Grande do Norte, no Brasil.


Inscreva-se no canal do Notícias da TV no YouTube e assista a vídeos com revelações do que vai acontecer em A Nobreza do Amor e outras novelas.


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