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YANA SARDENBERG

Veterana em novelas verticais, atriz defende formato: 'Não é novelinha'

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Yana Sardenberg posando com feição séria, sentada ao chão, com cabelos ruivos

Yana Sardenberg no Instagram; atriz já se tornou "veterana" no formato vertical, que veio para ficar

GIULIANNA MUNERATTO

giulianna@noticiasdatv.com

Publicado em 14/12/2025 - 16h00

Yana Sardenberg já pode ser considerada uma veterana no universo das novelas verticais. Depois de atuar em quatro produções de diferentes plataformas e até dirigir o próprio projeto, a atriz se tornou uma das vozes mais experientes quando o assunto são os microdramas que tomaram conta da internet. Ela deixa claro que o formato virou realidade --e merece ser tratado com seriedade. 

Para Yana, a ascensão das novelas verticais não é apenas algo do momento, mas um movimento consolidado. "Eu acho que não é nem mais uma tendência. Eu costumo dizer que é uma realidade", afirma ela em entrevista ao Notícias da TV.

A artista estreou na última sexta (12) no Globoplay seu mais recente projeto, Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário, com Gustavo Mioto. Ela relembra que, quando chegaram os primeiros convites, ainda havia certo um receio sobre como o formato seria recebido. Mas a resposta veio rápido. "Passarinho que chega cedo bebe água fresca", comenta, citando o conselho de um diretor que a fez apostar na novidade.

A atriz destaca que a popularidade desses conteúdos passa por uma mudança cultural e pela democratização do audiovisual. Segundo ela, o formato abriu portas para artistas que antes tinham menos chances de entrar em produções tradicionais.

"Tem mais oportunidade para pessoas que não tinham acesso. Antigamente, quem fazia novela na televisão eram os grandes. Ninguém conseguia chegar numa Globo, e hoje tem esse acesso", reflete ela.

Embora curtos, os episódios exigem o mesmo rigor técnico de uma produção maior --por isso, mesmo que "novelinha" seja usado para descrever o formato apenas pela duração dos capítulos, ela defende que o diminutivo parece diminuir a importância e o rigor técnico, o que não é verdade. "Gente, não é novelinha no diminutivo, 'pera' lá", dispara.

Yana reforça que não há diferença no processo criativo entre uma novela tradicional e uma vertical. "O trabalho é igual. É feito com um equipamento bom, é uma equipe de cinema. É como fazer um filme, só que dividido em episódios de um minuto e meio a dois minutos", explica.

Para ela, o público muitas vezes não percebe que por trás da rapidez existe uma estrutura complexa. A artista também observa que as narrativas verticais conquistaram uma legião de fãs justamente pela forma acelerada.

"É uma história que não é que ela não seja profunda, ela tem suas profundidades, mas acontece muito rápido. E ela prende muito fácil", pontua. O consumo direto no celular reforça essa dinâmica e ajuda a impulsionar a popularidade no Brasil.

Com experiência acumulada, Yana agora também assume novas funções. Ela está à frente de duas produções verticais na própria produtora, incluindo uma série musical com um elenco bem jovem. A atriz assegura que o cuidado é o mesmo --ou até maior.

"A gente está à frente de duas verticais. Uma inclusive superjovem, que é musical. É quase uma volta de Floribella [2005-2006]", compara ela, que integrou o elenco da novela que fez sucesso na Band.

A conexão com o público e a velocidade das viradas também chamam a atenção de Yana como professora de interpretação. Há dez anos dando aulas, ela vê no formato uma oportunidade de renovação artística. "Eu amo o universo do audiovisual e é algo que eu faço há 24 anos. Eu comecei com oito", lembra.

Convicta de que as novelas verticais vieram para ficar, Yana resume sua visão sobre o futuro do formato sem hesitar e defende que se trata apenas de uma nova maneira de fazer e consumir novelas. "Não é superficial, é ágil. É só um ritmo diferente", pondera. 


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